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Acesso Aberto a Dados de Pesquisa no Brasil: Mapeamento de Repositórios e Percepções dos Pesquisadores

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O que é Acesso Aberto a Dados de Pesquisa e por que importa no Brasil?

O Acesso Aberto a Dados de Pesquisa (AADP), também conhecido como Open Access to Research Data, refere-se à disponibilização gratuita e irrestrita de dados brutos e metadados gerados em investigações científicas, permitindo seu reúso por outros pesquisadores, instituições e sociedade. No Brasil, onde as universidades públicas lideram a produção científica, representando mais de 95% das publicações internacionais, o AADP emerge como ferramenta essencial para acelerar a inovação, fomentar colaborações e maximizar o impacto de investimentos públicos em pesquisa.

Em um contexto de recursos limitados, compartilhar dados evita duplicação de esforços e promove a reprodutibilidade científica. Globalmente, iniciativas como o FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable) guiam boas práticas, mas no Brasil o avanço é gradual, impulsionado por projetos como o RDP Brasil e políticas de agências como FAPESP, CNPq e CAPES.

O Projeto RDP Brasil: Pioneiro no Mapeamento Nacional

Lançado em 2018 como parceria entre RNP, IBICT, UFRGS e FURG, o projeto Rede de Dados de Pesquisa Brasileira (RDP Brasil) foi o primeiro a mapear sistematicamente repositórios, práticas e percepções de pesquisadores sobre AADP no país. Dividido em cinco etapas, incluiu buscas em bases como Re3data.org e survey com 4.703 líderes de pesquisa do CNPq e CAPES.

Os resultados revelaram apenas 15 repositórios ativos na época, destacando a escassez institucional. Hoje, avanços como o Núcleo de Dados de Pesquisa (NDP), lançado em 2024 pela RNP e IBICT, visam expandir para pelo menos três repositórios por região, com datasets variados, fortalecendo a Rede Brasileira de Repositórios Digitais (RBRD).

Mapeamento de Repositórios: Da Escassez à Expansão

O mapeamento do RDP identificou 15 repositórios, como o IBICT Dataverse Network, BDEP (ANP), PPBio Data Repository e Repositório de Dados PELD (INPA). Temáticas dominantes: Ciências Agrárias, Biológicas e Exatas. Em 2025, um panorama recente aponta concentração em DF e SP, com crescimento para cerca de 50 repositórios institucionais, incluindo pioneiros como o da UFG (Dataverse) e USP Repositório de Dados Científicos.

Principais repositórios de dados de pesquisa abertos no Brasil
  • IBICT Dataverse: Preservação de longo prazo, DOIs, FAIR-compliant.
  • USP Repositório: Dados de projetos universitários.
  • UFG Dataverse: Pioneiro entre federais.
  • Portal Dados Abertos (gov.br): Dados governamentais integrados à pesquisa.
  • Base dos Dados: Plataforma colaborativa com dados tratados.

Esses repositórios usam softwares como Dataverse e DSpace, com interoperabilidade via OAI-PMH e metadados Dublin Core/DataCite.

Práticas de Armazenamento e Compartilhamento nas Universidades Brasileiras

De acordo com o survey RDP, 66,8% dos pesquisadores armazenam dados em computadores pessoais, 55,5% sem servidores institucionais e 33,6% usam nuvem parcialmente. Apenas 9,2% compartilham todos os dados, 53,8% parte e 37% nenhum. Um estudo recente em PPGs de Ciência da Informação (2025) confirma: maioria usa dispositivos pessoais, poucos repositórios institucionais.

Em universidades como UFRGS (Lume) e Unicamp, práticas evoluem com integração ao SciELO Data e Zenodo, mas 49,4% nunca reúsam dados compartilhados.

Pesquise vagas em pesquisa de dados abertos para contribuir nessas iniciativas.

Percepções dos Pesquisadores: Receptividade com Barreiras

69,1% veem compartilhamento ampliando citações; 64,5% (todos/parcial) dispostos a compartilhar. Barreiras principais: publicar primeiro (52,7%), falta de exigência (31,9%), infraestrutura (31,1%), financiamento (24,9%). 58,4% sem repositório institucional, 71,3% sem orientações.

Em áreas como Saúde (35,3% nunca compartilham) vs Linguística (14,2%). Estudo 2025 reforça: falta de políticas e conhecimento.Saiba mais sobre percepções recentes.

Políticas Públicas e Apoio das Agências de Fomento

FAPESP exige depósito em repositórios para publicações desde 2018, estendendo a dados. CNPq e CAPES integram ao Plataforma Carlos Chagas. CAPES Plano de Dados Abertos 2025-2027 abre datasets de teses, produção intelectual e bolsas, priorizando FAIR e LGPD. O CoNCienciA (2023) promove DOIs nacionais.

Universidades federais alinham via RDP, com UFG e USP liderando.

Casos de Sucesso em Universidades Brasileiras

USP: Repositório de Dados Científicos gerencia dados de projetos, integrando IRI-USP.
UFRGS: Lume evolui para dados, pioneiro no RDP.
UFG: Dataverse implantado 2025, primeiro federal.
FURG: Participante RDP, foco em oceanografia (IODP).

Universidades brasileiras com repositórios de dados de pesquisa

Esses casos demonstram viabilidade de pilotos, como recomendado pelo RDP.

Explore oportunidades acadêmicas no Brasil.

Desafios e Soluções Tecnológicas

Desafios: Infraestrutura, treinamento, conformidade LGPD. Soluções: Dataverse (usado em UFG/IBICT), CKAN, Zenodo. RDP avaliou 56 critérios OAIS/FAIR, recomendando Dataverse para protótipos.

  • Benefícios: DOIs persistentes, metadados padronizados.
  • Riscos: Privacidade, qualidade dados.
  • Comparação: Dataverse vs DSpace (melhor para dados complexos).

Avanços Recentes e Perspectivas Futuras

NDP (2024) coordena regiões, com ACT RNP-Ibict-CNPq. Meta: 15+ repositórios novos. CAPES abre dados pós-graduação 2025. Futuro: Integração BrCris, IA para curadoria, alinhamento OGP.

Implicações para higher ed: Mais vagas em gestão de dados, carreiras em ciência de dados aberta.

Conclusão: Rumo a uma Ciência Aberta no Brasil

O AADP transforma pesquisa brasileira, mas requer investimento em infraestrutura e cultura. Universidades como USP e UFG pavimentam o caminho. Pesquisadores, explore avaliações de professores, busque empregos em higher ed e conselhos de carreira. Participe da RDP via portal RDP.

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Frequently Asked Questions

📊O que é Acesso Aberto a Dados de Pesquisa (AADP)?

AADP é a disponibilização gratuita de dados brutos e metadados para reúso, seguindo princípios FAIR. No Brasil, impulsiona reprodutibilidade em universidades.

🗺️Quantos repositórios de dados foram mapeados no RDP Brasil?

O projeto RDP identificou 15 repositórios em 2018, como IBICT Dataverse e PPBio. Hoje, expansão via NDP para 50+ em 2025, concentrados em SP/DF.

🚧Quais as principais barreiras ao compartilhamento de dados?

Pesquisadores citam prioridade à publicação (52%), falta de infraestrutura (31%) e exigências (32%). Soluções: treinamentos e repositórios institucionais como USP.

👍Qual a receptividade dos pesquisadores brasileiros?

69% veem benefícios em citações; 64% dispostos a compartilhar. Survey RDP com 4.703 respostas pioneiro em todas áreas.Carreiras em dados.

🏫Quais universidades lideram repositórios de dados?

USP, UFRGS, UFG (Dataverse pioneiro federal). Veja vagas universitárias.

📈Qual o papel da CAPES no AADP?

Plano 2025-2027 abre dados de teses/produção. Alinha com LGPD/FAIR. Acesse datasets.

🌐Como o NDP avança o ecossistema?

Lançado 2024, meta 3 repos/ região. Governança RBRD para ciência aberta.

💻Quais tecnologias recomendadas?

Dataverse (FAIR/DOIs), DSpace. RDP avaliou 56 critérios OAIS.

🔬Impacto nas universidades públicas?

Produzem 95% ciência Brasil; AADP maximiza impacto. Oportunidades.

🚀Futuro do AADP no Brasil?

Pilotos NDP, CoNCienciA DOIs, IA curadoria. Participe RDP: Portal.

📝Como pesquisadores podem iniciar?

Crie Plano de Dados, use Dataverse. Consulte FAPESP/CAPES guias.