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UFPA Lidera Iniciativas Científicas Pós-COP30 para Proteção da Amazônia

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A UFPA no Pós-COP30: Liderança Científica para a Proteção da Amazônia

A Universidade Federal do Pará (UFPA), maior instituição de ensino superior da região amazônica, tem se posicionado como protagonista nas iniciativas científicas pós-Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém em novembro de 2025. Com 12 campi espalhados por 83 municípios paraenses, a UFPA produz mais de 70% do conhecimento científico sobre a biodiversidade local, integrando saberes tradicionais indígenas e quilombolas a tecnologias avançadas. Esse esforço visa combater ameaças como grilagem de terras, garimpo ilegal e poluição, garantindo a preservação do bioma que abriga 51% da população indígena brasileira.

O movimento Ciência e Vozes da Amazônia na COP30, lançado pela UFPA em fevereiro de 2025, continua ativo em 2026, com publicações e eventos que amplificam as vozes regionais nos debates globais sobre clima. Essa abordagem holística não só monitora o desmatamento – que caiu 40% no Pará entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – mas também propõe soluções sustentáveis para a sociobiodiversidade.

O Movimento Ciência e Vozes da Amazônia: Continuidade e Impacto

O Movimento Ciência e Vozes da Amazônia, coordenado pela UFPA em parceria com instituições regionais e sociedade civil, surgiu para posicionar a COP30 como marco de inclusão de povos vulneráveis. Em 2026, ele ganha novo fôlego com a lançamento da edição atualizada da coletânea Ciência e Vozes da Amazônia, em janeiro. Essa publicação reúne artigos, relatos de experiências e reflexões sobre produção científica, tecnologias sociais e memória dos povos amazônicos, promovendo o protagonismo regional.

Disponível no site oficial do movimento, a coletânea incentiva submissões que dialogam ciência e políticas públicas, definindo termos como sociobiodiversidade – a interseção entre diversidade cultural e biológica. O objetivo é transformar dados em ações concretas, como o monitoramento de manguezais, essenciais para a captura de carbono e proteção costeira.

Capa da coletânea Ciência e Vozes da Amazônia da UFPA

Seminários e Debates: Moldando o Futuro Pós-COP30

Em fevereiro de 2026, a UFPA sediou o Seminário “Panamazônia Pós-COP30: Geopolítica da Instabilidade, Soberania Nacional e Segurança Energética”. O evento reuniu representantes de países pan-amazônicos como Venezuela, Colômbia, Suriname e Equador, além de estados brasileiros, para discutir desafios geopolíticos e a crise do multilateralismo científico. Liderado pelo reitor Gilmar Pereira da Silva, o seminário destacou a necessidade de ações permanentes para defender a floresta.

Outro destaque foi o debate “O Brasil Pós-COP30”, em parceria com The Conversation Brasil e Finep, que equilibrou impactos climáticos com crescimento econômico. Especialistas da UFPA enfatizaram a gestão territorial como chave para reduzir o desmatamento na Amazônia Legal em 35%, conforme dados do Inpe de agosto de 2025 a janeiro de 2026.

Parcerias Internacionais: Tour Científico na França

De 16 a 20 de março de 2026, uma comitiva da UFPA realizou um tour científico por Toulouse, Montpellier, Le Mans, Tours e Paris, reforçando laços com instituições francesas como CNRS (Centre National de Recherche Scientifique), CIRAD e IRD. O reitor Gilmar Pereira destacou: “Foi um périplo para reforçar ações que já fazemos juntos desde o século passado”. Saiba mais sobre o tour.

Acordos firmados preveem intercâmbios de pesquisadores e a instalação de um polo do Institut des Amériques em Belém, o segundo no Brasil. Essa cooperação integra conhecimento tradicional amazônico a tecnologias europeias, preparando contribuições para a COP31.

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Photo by Markus Winkler on Unsplash

Projetos Inovadores: MangMap e MOSAIC em Destaque

Projetos como MangMap e MOSAIC, apresentados na França, focam no mapeamento e monitoramento de manguezais amazônicos. Esses ecossistemas capturam carbono e sustentam comunidades pesqueiras, mas enfrentam pressões antrópicas. A UFPA, pioneira no estudo de mangues, influenciou políticas como o período de defesa do caranguejo.

O projeto Mangues da Amazônia, em andamento, restaura áreas degradadas e beneficia 42 mil pessoas, combinando reflorestamento com educação ambiental. Passo a passo: 1) Mapeamento via satélite; 2) Análise de degradação; 3) Reflorestamento com espécies nativas; 4) Monitoramento comunitário; 5) Avaliação de impacto socioeconômico.

Resultados Contra o Desmatamento: Dados e Perspectivas

Os esforços da UFPA alinham-se a reduções significativas no desmatamento. No Pará, alertas caíram 40% (Semas-PA/Inpe), e na Amazônia Legal, 35% (MCTI). Estatísticas do Prodes 2025 mostram o menor índice em 11 anos, com queda de 11,08% em relação a 2024. Consulte os dados do Inpe.

  • Agosto 2025-Janeiro 2026: 1.324 km² na Amazônia Legal.
  • Benefícios: Preservação de biodiversidade, regulação climática, segurança hídrica.
  • Riscos persistentes: Garimpo ilegal em terras indígenas.

Perspectivas de Povos Tradicionais e Pesquisadores

Indígenas e quilombolas, centrais na COP30 com a Cúpula dos Povos (40 mil participantes), colaboram com a UFPA em tecnologias sociais. Pesquisadores como os do Núcleo de Meio Ambiente (Numa) enfatizam a integração de saberes ancestrais para monitoramento eficaz. O Edital MPA/UFPA/FADESP (R$ 2,3 milhões) valoriza pescarias artesanais, protegendo culturas amazônicas.

Carta do presidente francês Emmanuel Macron ao reitor da UFPA reforça essa visão multilateral. Acesse o site do movimento.

Desafios e Soluções: Da Teoria à Prática

Apesar dos avanços, desafios como crise multilateral e pressões econômicas persistem. Soluções da UFPA incluem oficinas contra feminicídio (Diverse) e chamadas para dossiês temáticos no NAEA/UFPA, debatendo o pós-COP30 de forma anticolonial.

white and black labeled box

Photo by Artyom Korshunov on Unsplash

DesafioSolução UFPA
DesmatamentoMangMap/MOSAIC
GrilagemMonitoramento comunitário
Falta de dadosColetâneas científicas

Visão de Futuro: Preparando a COP31 e Além

A UFPA planeja ações permanentes para a COP31, expandindo parcerias e pesquisas. Com presença em todo o Pará, a universidade forma gerações para a bioeconomia sustentável, posicionando o Brasil como líder global na proteção amazônica. “Defender a Amazônia é defender a humanidade”, afirma o reitor.

Pesquisadores UFPA monitorando manguezais na Amazônia

Essas iniciativas não só preservam o bioma, mas impulsionam empregos verdes e desenvolvimento inclusivo.

O Papel das Universidades Brasileiras na Agenda Climática

Como 95% da ciência brasileira vem de universidades públicas, a UFPA exemplifica o compromisso com a sustentabilidade. Colaborações internacionais e produção local garantem equilíbrio entre conservação e economia, beneficiando milhões.

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Frequently Asked Questions

🌿O que é o movimento Ciência e Vozes da Amazônia?

Iniciativa da UFPA para integrar saberes locais e ciência na agenda climática, com publicações contínuas pós-COP30.

📅Quais eventos pós-COP30 a UFPA realizou em 2026?

Seminário Panamazônia Pós-COP30 e debate O Brasil Pós-COP30, discutindo geopolítica e soberania.

🤝Quais parcerias a UFPA firmou com a França?

Acordos com CNRS, CIRAD e IRD durante tour em março 2026, incluindo polo do Institut des Amériques em Belém.Detalhes.

🗺️O que são os projetos MangMap e MOSAIC?

Plataformas para mapeamento e monitoramento de manguezais, integrando tecnologia e conhecimento tradicional.

📉Como o desmatamento evoluiu no Pará pós-COP30?

Queda de 40% nos alertas de agosto/2025 a janeiro/2026, segundo Inpe.Dados Inpe.

👥Qual o papel dos povos tradicionais nas iniciativas da UFPA?

Integração de saberes ancestrais em projetos de monitoramento e restauração ecológica.

📚Como acessar as publicações da UFPA sobre Amazônia?

Pela coletânea Ciência e Vozes no site oficial.Visite aqui.

⚠️Quais ameaças à Amazônia a UFPA combate?

Grilagem, garimpo ilegal, poluição e perda de manguezais, via pesquisas e políticas.

🔬Qual a importância da UFPA na pesquisa amazônica?

Presente em 83 municípios, produz 70% do conhecimento regional sobre biodiversidade.

🔮O que esperar da UFPA na COP31?

Contribuições ampliadas de parcerias internacionais e monitoramento avançado.

🎓Como a UFPA integra educação e conservação?

Formando pesquisadores e comunidades via campi regionais e projetos colaborativos.