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Operação Sem Refino: PF Investiga Cláudio Castro e Refit por Esquema Bilionário de Sonegação

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Detalhes da Operação Sem Refino

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Operação Sem Refino, uma ação que investiga um vasto esquema de fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e evasão de recursos ao exterior no setor de combustíveis. Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Entre os principais alvos está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL, cujo condomínio de luxo na Barra da Tijuca foi revistado por agentes federais.

Os investigadores apontam para o uso de estruturas societárias complexas por um conglomerado econômico, liderado pelo Grupo Refit, para dissimular bens e movimentar bilhões de reais de forma irregular. Como resultado imediato, a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas envolvidas e a suspensão de suas atividades econômicas. Além disso, sete medidas de afastamento de funções públicas foram expedidas, atingindo figuras como o desembargador Guaraci Vianna, que foi afastado por decisões judiciais favoráveis à Refit.

Em uma das residências vasculhadas, ligada a um policial civil, os agentes apreenderam aproximadamente R$ 500 mil em espécie, embora a posse de dinheiro vivo não configure crime por si só, exigindo justificativa sobre a origem dos recursos. Na casa de Cláudio Castro, foram recolhidos um celular e um tablet, materiais que serão analisados para aprofundar as apurações.

O Grupo Refit e sua Trajetória de Controvérsias

O Grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, é dono da antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e figura como o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com dívidas superiores a R$ 26 bilhões junto à União e estados. Magro, advogado paulista radicado em Miami há mais de uma década, é alvo de mandado de prisão preventiva e inclusão na Difusão Vermelha da Interpol, o alerta global para foragidos.

A empresa herdou passivos tributários de gestões anteriores, mas acumulou novas suspeitas ao longo dos anos. Desde a importação de nafta e hidrocarbonetos até a distribuição em postos de gasolina, o esquema envolveria classificações fiscais incorretas, processamento irregular e ocultação de lucros por meio de uma rede de empresas interpostas, holdings e fundos de investimento exclusivos. Entre 2020 e 2025, importadoras ligadas ao grupo movimentaram mais de R$ 32 bilhões, enquanto uma operadora financeira girou R$ 72 bilhões em menos de um ano, utilizando "contas-bolsão" para dificultar o rastreio.

Recursos foram direcionados a imóveis e ativos via 17 fundos com R$ 8 bilhões em patrimônio, muitos com cotista único, além de offshores nos Estados Unidos, incluindo Delaware e Houston. A PF estima prejuízos bilionários aos cofres públicos, com fraudes em ICMS, declarações falsas e evasão de divisas superior a R$ 1,2 bilhão.

Refinaria de Manguinhos, controlada pelo Grupo Refit, epicentro das investigações de fraudes fiscais

O Esquema de Fraudes Passo a Passo

O modus operandi do Grupo Refit era sofisticado e multistage. Inicialmente, importadoras compravam óleo bruto ou nafta no exterior, declarando valores subfaturados ou classificações erradas para reduzir impostos de importação. No Brasil, o produto era processado na refinaria sem comprovação técnica de refino autorizado pela ANP, misturando aditivos não permitidos para simular diesel tributado diferentemente.

  • Importação irregular: Navios retidos com 180 milhões de litros de combustível russo, lacunas em notas fiscais e incompatibilidades em volumes declarados.
  • Rede de empresas fantasmas: Cascata de firmas com troca constante de sócios para assumir operações e fugir de execuções fiscais.
  • Operações simuladas: Vendas interestaduais fictícias para diferir ICMS, holdings cruzadas e fundos para lavar lucros.
  • Evasão internacional: Transferências via mútuos conversíveis para offshores americanas, aquisição de imóveis e participações societárias no Brasil.
  • Distribuição final: Combustível adulterado chegava a postos, inclusive denunciados pela própria Refit como ligados a facções como o PCC.

A Receita Federal e a PF identificaram núcleos familiar, jurídico, tecnológico e financeiro, com movimentações que superam R$ 100 bilhões nos últimos anos. A empresa enfrentou interdições da ANP por tanques não autorizados e vazamentos ambientais, mas continuou operando via liminares judiciais.

Antecedentes: Da Operação Poço de Lobato à Sem Refino

Não é a primeira vez que a Refit atrai holofotes. Em novembro de 2025, a Operação Poço de Lobato, força-tarefa com 190 mandados em cinco estados, expôs o esquema inicial de sonegação de ICMS e lavagem. Ligada à Operação Carbono Oculto, revelou conexões com o PCC e fraudes desde portos até postos. A Justiça já havia bloqueado R$ 10,2 bilhões em bens.

A Sem Refino avança nessas linhas, incorporando novas evidências de proteção política no Rio de Janeiro. Policiais federais usaram até telefones em nome de mortos para monitorar alvos, complicando investigações anteriores. O caso ganhou tração internacional, com Lula pedindo ajuda a Trump para prender Magro, chamado de "chefe do crime organizado".

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A Conexão com o Governo Cláudio Castro

Cláudio Castro, que governou o Rio de 2021 a março de 2026, é suspeito de atuar para manter a Refit operacional apesar das dívidas. Em 2023, seu governo concedeu incentivos fiscais para expandir a produção de diesel, únicos no período. Sua gestão cobrou parcelas de quase R$ 1 bilhão em dívidas antigas – feitos inéditos, segundo a defesa –, mas o parcelamento foi suspenso pelo TJ-RJ. A PGE-RJ moveu ações contra a empresa, mas decisões favoráveis, como as do desembargador Vianna, são questionadas.

A PF relata que Castro interveio decisivamente para proteger interesses do grupo, em meio a uma gestão marcada por crises, como a operação Jacarezinho (28 mortes em 2021) e inelegibilidade pelo TSE até 2030, evitada por renúncia estratégica. O vice Thiago Pampolha também saiu, deixando o estado em interinidade com o presidente do TJ, Ricardo Couto.

Saiba mais sobre as buscas no G1

Reações e Defesas dos Envolvidos

A defesa de Castro se disse "surpreendida", destacando lisura e colaboração: "Todos os atos seguiram a lei, e fomos os únicos a cobrar a Refit." Nada relevante foi apreendido em sua casa. A Refit nega falsificações, afirma discussões judiciais rotineiras (como na Petrobras), pagamentos de R$ 1 bilhão recentes e papel de denunciante contra cartéis e crime organizado, citando o fechamento da Copape (ligada ao PCC) em 2024. Questionam perícias da Receita e prejuízos à concorrência.

Políticos e especialistas veem o caso como emblemático de conluios público-privado no setor de combustíveis, mas aguardam provas concretas contra Castro, pré-candidato ao Senado.

Agentes da PF na residência de Cláudio Castro durante a Operação Sem Refino

Implicações Políticas às Vésperas de 2026

A operação ocorre em ano eleitoral, com Castro cotado para o Senado pelo PL-RJ. Sua renúncia em março evitou cassação, mas reacende debates sobre abuso de poder em 2022. O RJ vive vácuo de poder, com eleição indireta ou direta suspensa pelo STF. Críticos ligam ao bolsonarismo, enquanto aliados minimizam como "perseguição".

No PL, impactos em alianças nacionais; para o governo Lula, reforça combate à corrupção. Nas redes, #OperacaoSemRefino e #ClaudioCastroPF trending, com memes e acusações de ambos os lados.

Impactos Econômicos no Setor de Combustíveis e no RJ

A suspensão da Refit paralisa produção em Manguinhos, afetando suprimento de diesel no Sudeste. Preços podem subir, beneficiando Petrobras e cartéis condenados pelo Cade. Débito de R$ 52 bilhões pressiona finanças públicas, mas recuperação pode mitigar. No RJ, perda de arrecadação agrava crise fiscal.

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Análise da CNN sobre bloqueios

Contexto Maior: Sonegação Fiscal no Brasil

Casos como Refit ilustram o calote anual de R$ 500 bilhões em impostos, com o setor de combustíveis como hotspot. Devedores contumazes usam brechas judiciais, offshores e lobbies. Medidas como a Sem Refino visam desmantelar redes, mas desafiam impunidade crônica.

O Que Vem a Seguir nas Investigações

Análises de dispositivos apreendidos, perícias em laudos da Refit e cooperação com Interpol para prender Magro. STF julgará prisões e afastamentos; possível expansão a mais políticos e empresários. Transparência fiscal e reformas tributárias ganham urgência.

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Frequently Asked Questions

🔍O que investiga a Operação Sem Refino?

A operação apura fraudes fiscais, ocultação patrimonial e evasão de recursos no Grupo Refit, com prejuízos de R$52 bilhões aos cofres públicos.

👥Quem são os principais alvos?

Cláudio Castro, ex-governador do RJ; Ricardo Magro, dono da Refit (foragido, Interpol); ex-secretários e desembargador Guaraci Vianna.

⚖️Qual o papel de Cláudio Castro no caso?

Suspeita de concessão de incentivos fiscais à Refit em 2023 e proteção ao grupo durante sua gestão, apesar de dívidas bilionárias.

💰Como funcionava o esquema da Refit?

Importações subfaturadas, empresas fantasmas, fundos exclusivos e offshores para lavar lucros e evadir impostos desde a importação até postos.

📊Quanto deve o Grupo Refit?

Mais de R$26 bilhões em dívidas tributárias, com bloqueio adicional de R$52 bilhões na operação atual.

🏭Qual o histórico da Refinaria de Manguinhos?

Antiga estatal, privatizada; acumula interdições ANP, vazamentos e ops como Poço de Lobato (2025). Pagou R$1bi ao RJ na gestão Castro.

🗣️Reação de Cláudio Castro?

Defesa diz 'surpreendida', afirma lisura e destaca cobrança inédita de dívidas da Refit; colaborou com PF.

🗳️Impacto político para 2026?

Atinge pré-candidato ao Senado; reacende inelegibilidade TSE e crise no RJ (governo interino).

⛽Efeitos no mercado de combustíveis?

Suspensão da Refit pode elevar preços de diesel; beneficia Petrobras e questiona cartéis.

➡️Próximos passos da investigação?

Análises de provas, possível prisão de Magro via Interpol e expansão a mais envolvidos.

❌Refit nega as acusações?

Sim, alega disputas judiciais normais, laudos comprovando legalidade e papel contra crime organizado.