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Submit your Research - Make it Global NewsO que é o Programa de Universidades dos BRICS (BRICS-NU)?
A Rede de Universidades do BRICS, conhecida como BRICS Network University (BRICS-NU), é uma iniciativa multilateral lançada em 2015 para fortalecer a cooperação acadêmica, científica e cultural entre instituições de ensino superior dos países membros do BRICS. Inicialmente composta por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a rede expandiu-se com a adesão de novos membros ao bloco BRICS+, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia, Indonésia e Irã. No Brasil, o programa é coordenado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que gerencia editais e fomento para projetos conjuntos.
O foco principal da BRICS-NU reside em áreas temáticas estratégicas, como agricultura sustentável, energia, saúde e mudanças climáticas, promovendo mobilidade de estudantes e pesquisadores, pesquisas colaborativas e intercâmbio de boas práticas. Essa estrutura permite que universidades brasileiras acessem redes globais do Sul Global, diversificando parcerias além do eixo tradicional Norte-Sul.
Marco Recente: 30 Inscrições Recebidas no Edital 25/2025
Em um avanço significativo, a CAPES anunciou o recebimento de 30 inscrições para o Edital nº 25/2025 do Programa BRICS-NU, publicado em dezembro de 2025. Essas submissões, provenientes de pesquisadores vinculados às 20 instituições brasileiras pré-qualificadas, cobrem os 11 temas prioritários da rede. A lista oficial dos proponentes foi divulgada em 1º de abril de 2026, com prazo para regularização até 9 de abril.
Esse volume de interesse reflete o crescente entusiasmo das universidades brasileiras pela internacionalização via BRICS-NU, especialmente após a pré-qualificação de maio de 2025, que dobrou o número de participantes nacionais de 11 para 20. O edital prevê investimento de até R$ 62,3 milhões para financiar até 33 projetos ao longo de quatro anos, a partir de janeiro de 2027.
Detalhes do Edital 25/2025: Oportunidades e Financiamento
O Edital CAPES 25/2025 visa selecionar projetos colaborativos entre pelo menos uma instituição brasileira pré-qualificada e uma parceira da BRICS-NU estrangeira. Os projetos devem envolver atividades como disciplinas conjuntas, workshops, mobilidade acadêmica e produção científica compartilhada, com duração de até quatro anos e avaliação intermediária no segundo ano.
Financiamento por projeto chega a R$ 1,88 milhão, cobrindo missões de trabalho (diárias de até US$ 370, passagens), missões de estudo (mensalidades de US$ 1.300-2.300), bolsas de doutorado sanduíche (6-10 meses), pós-doutorado e professores visitantes. Critérios de seleção incluem qualidade do projeto (20 pontos), mérito da equipe (20 pontos) e relevância da parceria (15 pontos), com resultados esperados até 11 de maio de 2026.
| Tipo de Bolsa | Duração | Benefícios Principais |
|---|---|---|
| Doutorado Sanduíche | 6-10 meses | Mensalidade, instalação, seguro |
| Pós-Doutorado | 3-10 meses | Mensalidade, deslocamento |
| Professor Visitante | 3-10 meses | Diárias, passagens econômicas |
As 20 Instituições Brasileiras Pré-Qualificadas
As pré-qualificações, via Edital 8/2025, posicionam o Brasil em todos os 11 temas da BRICS-NU. Confira a distribuição:
- Agricultura Sustentável: USP, UFV
- Água e Poluição: UFC, UFU
- Ciência da Computação: UFCG, UFPE
- Ciências da Saúde: UFBA, UFPB
- Ciências Humanas: UERJ, UFMG
- Ciências Naturais: UFSM, Unesp
- Ecologia: UFG, UFRJ
- Economia: Unicamp
- Energia: UFSC, UFSCar
- Estudos BRICS: UFPR, UFRGS
- Matemática: UnB
Essa representatividade geográfica e temática garante equilíbrio regional, com instituições de Norte a Sul do país.
Photo by Hakim Menikh on Unsplash
UFSC em Destaque: Participação no Tema Energia
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) destaca-se com duas inscrições no edital: Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira e Rodolfo Cesar Costa Flesch, ambas no eixo Energia, área estratégica para o Brasil com foco em renováveis e eficiência energética. Pré-qualificada ao lado da UFSCar, a UFSC pode liderar projetos com parceiros como universidades russas ou indianas em tecnologias offshore ou hidrogênio verde, ampliando sua expertise em engenharia e ciências ambientais.
Para estudantes e pesquisadores da UFSC, isso abre portas para bolsas no exterior e coautorias em publicações de alto impacto, fortalecendo currículos para carreiras acadêmicas globais. Saiba mais sobre a seleção da UFSC.
Benefícios para o Ensino Superior Brasileiro
A participação na BRICS-NU impulsiona a internacionalização das universidades brasileiras, com mobilidade para mais de 100 pesquisadores anualmente em edições passadas. Benefícios incluem acesso a infraestrutura compartilhada, patentes conjuntas e eventos híbridos, reduzindo dependência de funding ocidental.
- Estudantes: Experiência multicultural e redes profissionais no Sul Global
- Doutorandos: Bolsas sanduíche com equivalência CAPES
- Docentes: Oportunidades de visiting professor e liderança em redes temáticas
- Instituições: Elevação no ranking QS por colaborações internacionais
Em 2025, durante os 10 anos da rede, foram celebrados avanços como 60 acordos interinstitucionais no Fórum de Reitores BRICS+.
Colaborações Passadas e Resultados Concretos
Desde 2015, a BRICS-NU financiou dezenas de projetos brasileiros, como parcerias em saúde entre UFBA/UFPB e instituições indianas, resultando em 50+ publicações conjuntas. No tema Energia, colaborações iniciais focaram em biocombustíveis com China e Rússia. A expansão BRICS+ em 2024 dobrou oportunidades, com Brasil enviando 14 alunos em 2024.
Casos reais: UFMG em Ciências Humanas desenvolveu seminários sobre Estudos BRICS com Rússia; USP em Agricultura testou cultivos resilientes com África do Sul. Esses projetos geram impacto mensurável: aumento de 20% em citações internacionais para participantes.
Expansão com BRICS+ e o Novo Horizonte
Diferente da BRICS+ Universities Association (iniciativa não-governamental de unis para advocacy e mobility), a BRICS-NU é oficial e focada em funding temático. Com 11 novos membros, espera-se 50 projetos adicionais até 2030, priorizando desafios globais como transição energética e segurança alimentar.
Para o Brasil, isso significa liderança no Sul Global, com CAPES investindo R$ 350 milhões anuais em internacionalização.
Photo by Wolfgang Rottmann on Unsplash
Implicações para Carreiras Acadêmicas e Oportunidades Profissionais
Participar de BRICS-NU eleva perfis para concursos públicos e bolsas CNPq. Pesquisadores como os da UFSC ganham visibilidade para parcerias contínuas, enquanto estudantes acessam jobs em energia renovável via redes BRICS. Plataformas como AcademicJobs Brasil listam vagas em unis participantes.
Desafios incluem alinhamento linguístico (inglês/russo dominante) e logística, mas soluções como plataformas virtuais mitigam isso.
Perspectivas Futuras e Chamadas para Ação
Com resultados do edital em maio, espera-se aprovação de 20-30 projetos, iniciando era de colaborações intensas. Universidades brasileiras devem monitorar CAPES para chamadas futuras, preparando PPGs com notas CAPES ≥4. Para profissionais, BRICS-NU é ponte para inovação Sul-Sul, posicionando o Brasil como hub acadêmico emergente.
Acompanhe atualizações na página oficial CAPES BRICS-NU.

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