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Submit your Research - Make it Global NewsDescoberta Promissora da USP sobre Própolis Verde e Alzheimer
Um novo estudo conduzido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP) está abrindo portas para o uso da própolis verde brasileira no combate à doença de Alzheimer, uma das principais causas de demência no mundo. Pesquisadores identificaram compostos da própolis verde capazes de proteger neurônios e promover a regeneração de conexões neurais, oferecendo esperança para tratamentos preventivos e terapêuticos.
A pesquisa, parte da tese de doutorado de Gabriel Rocha Caldas, destaca o potencial neuroprotetor dessa substância natural exclusiva do Brasil, produzida por abelhas a partir da resina da planta Baccharis dracunculifolia. Em um contexto onde o Brasil registra cerca de 1,8 milhão de casos de demência – sendo a maioria Alzheimer – e projeções indicam triplicação para mais de 5 milhões até 2050, avanços como esse reforçam o papel das universidades brasileiras na inovação em saúde.
O trabalho integra esforços contínuos da USP em produtos naturais, posicionando a instituição como referência em fitoquímica e neurociências aplicadas, com implicações para carreiras em pesquisa farmacêutica e biotecnologia no país.
O Que é a Própolis Verde e Sua Singularidade Brasileira?
A própolis verde, também conhecida como própolis tipo 6, é uma resina viscosa produzida por abelhas Apis mellifera a partir da seiva da Baccharis dracunculifolia, planta nativa do Cerrado e Mata Atlântica brasileiros. Diferente da própolis marrom comum, obtida de diversas plantas, a verde deve sua cor característica e composição única à origem botânica exclusiva, resultando em altos níveis de compostos fenólicos como artepilin C.
Essa singularidade torna o Brasil o maior produtor mundial de própolis verde, com Minas Gerais responsável por cerca de 80% da produção nacional, estimada em 29 toneladas anuais. O mercado apícola brasileiro movimenta milhões em exportações, com própolis verde valorizada entre R$ 800 e R$ 1.000 por quilo no exterior, impulsionando a economia rural e sustentável.
Tradicionalmente usada na medicina popular por suas propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e antioxidantes, a própolis verde agora ganha validação científica para aplicações neurológicas, valorizando a apicultura familiar e abrindo oportunidades para parcerias entre universidades como USP e produtores locais.
Metodologia Inovadora no Estudo da USP Ribeirão Preto
O estudo liderado por Gabriel Rocha Caldas, sob orientação do professor Jairo Kenupp Bastos, combinou técnicas avançadas de isolamento químico, modelagem computacional e testes in vitro. Inicialmente, os pesquisadores realizaram uma "peneiração química" usando cromatografia para isolar artepilin C e baccarina da própolis verde bruta.
Modelagens in silico avaliaram propriedades físico-químicas, como solubilidade e capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE), essencial para ação cerebral. Para otimizar o artepilin C, criaram um derivado acetilado mais lipofílico. Em seguida, testes com células PC12 (de feocromocitoma de rato, modelo padrão para neuritogênese) mediram diferenciação neuronal, outgrowth de neuritos, expressão de proteínas GAP-43 e sinapsina I, atividade antioxidante e efeitos antiapoptóticos.
Esses métodos rigorosos, publicados parcialmente em Chemistry & Biodiversity (DOI: 10.1002/cbdv.202301294), destacam a excelência da FCFRP-USP em química de produtos naturais, atraindo colaborações internacionais e oportunidades para vagas em pesquisa na área.Leia o paper completo
Compostos Estrela: Artepilin C e Baccarina
O artepilin C, principal fenol prenilado da própolis verde, e a baccarina emergiram como protagonistas. O artepilin C ativa vias de sinalização do fator de crescimento nervoso (NGF), promovendo outgrowth de neuritos mesmo em células privadas de NGF. Seu derivado acetilado melhora a penetração na BHE, enquanto ambos elevam proteínas associadas à plasticidade axonal (GAP-43) e sináptica (sinapsina I).
A baccarina exibe perfis semelhantes, com forte ação antioxidante contra espécies reativas de oxigênio (ROS), comuns no Alzheimer. Inibidores específicos (K252a para trkA, LY294002 para PI3K/Akt, U0126 para MAPK/ERK) confirmaram o mecanismo via NGF, diferenciando-os de outros compostos.
- Artepilin C: Induz diferenciação neuronal e sinapses novas.
- Baccarina: Protege contra apoptose e estresse oxidativo.
- Derivado acetilado: Otimizado para cérebro.
Esses achados posicionam a USP como líder em bioprospecção, inspirando programas de pós-graduação em farmácia.
Mecanismos de Neuroproteção Revelados
No Alzheimer, a perda progressiva de neurônios resulta de estresse oxidativo, inflamação e falha sináptica. Os compostos da própolis verde intervêm ativando NGF-TrkA, cascateando para PI3K/Akt e MAPK/ERK, promovendo sobrevivência e plasticidade neuronal. Eles neutralizam ROS, inibem caspases apoptóticas e restauram dendritos danificados – estruturas cruciais para comunicação neural.
"Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas", explica Caldas. Diferente de fármacos sintéticos com efeitos colaterais, a própolis oferece abordagem natural, sinérgica com estilos de vida saudáveis.
Estudos prévios em camundongos (2023) mostraram prevenção de déficits cognitivos, reforçando o potencial.Dicas para CVs acadêmicos em neurociências
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Doenças Neurodegenerativas no Brasil: Um Desafio Crescente
O Brasil enfrenta envelhecimento populacional acelerado: 8,5% dos idosos (60+) têm demência, ~1,8M casos de Alzheimer. Projeções: 2,8M até 2030, 5,5M em 2050. Mortalidade dobrou nas últimas décadas, sobrecarregando SUS com 7M atendimentos/ano. Fatores de risco: sedentarismo, hipertensão, diabetes – comuns em capitais com obesidade crescente.
Parkinson afeta ~500k. Pesquisa nacional é vital; USP lidera com foco preventivo, integrando biotecnologia e saúde pública para reduzir custos (R$ bilhões anuais).
O Papel Pioneiro da USP em Produtos Naturais
A FCFRP-USP é referência global em fitoquímica, com Prof. Bastos publicando extensivamente sobre própolis (100+ papers). Colaborações com UFF, Unifran expandem escopo. Tese de Caldas exemplifica formação de excelência, preparando talentos para vagas universitárias e indústria.
Outras unis: Unifesp estuda efeitos cardiovasculares via neuroproteção em Parkinson; UNESP avalia antimicrobianos. Rede fortalece inovação brasileira.Artigo completo Jornal USP
Estudos Complementares e Evidências Acumuladas
Estudo 2023 (USP): Própolis verde previne déficits cognitivos em modelo murino de Alzheimer. Artepilin C modula vias NGF, confirmando paper 2023. Benefícios: anti-inflamatório, imunomodulador. Meta-análises reforçam multifuncionalidade.
- Antioxidante: Reduz ROS em 50-70% in vitro.
- Neurotrófico: Aumenta neuritos em 2x.
- Sináptico: Eleva sinapsina I/GAP-43.
Inspiração para residências em farmácia na USP.
Desafios, Próximos Passos e Ensaios Clínicos
Desafios: Variabilidade composicional exige padronização; atravessar BHE requer formulações (nanoencapsulação testada). Próximos: Testes in vivo, doses seguras, ensaios fase I/II. Caldas: "Linha promissora para prevenção".
Regulamentação Anvisa para suplementos; parcerias com indústrias apícolas aceleram tradução. Universidades como USP impulsionam patentes, beneficiando carreiras docentes.
Impactos Econômicos e para Apicultura Brasileira
Mercado própolis: US$ 7,7M exportações Ásia/Europa (2024); MG lidera com selos FSC para sustentabilidade. Estudo valoriza produto nacional, potencializando R$ bilhões em biotecnologia. Apicultura gera 1M empregos; pesquisa USP atrai investimentos FAPESP/CNPq.
Integração universidade-produtores: Cursos em educação superior no Brasil formam experts em bioeconomia.
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Perspectivas Futuras e Chamada para Ação
A pesquisa USP marca avanço em terapias naturais contra Alzheimer, reforçando liderança brasileira em biodiversidade medicinal. Para pesquisadores, explore oportunidades em avaliações de professores USP; estudantes, busquem vagas em higher ed. Produtores, padronizem para mercado global. Consulte conselhos de carreira e monitore trials. Juntos, transformamos ciência em saúde pública.

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