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Fórum de Reitores Brasil-África Lança Programa de 2.600 Bolsas para Estudantes Africanos

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Photo by Vin Jack on Unsplash

O 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado entre 25 e 27 de maio de 2026 no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, reuniu cerca de 70 reitores de instituições federais brasileiras e 64 reitores africanos de mais de 30 países. O encontro, organizado pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), com apoio do Instituto Guimarães Rosa do Ministério das Relações Exteriores, marcou um passo importante na ampliação da cooperação acadêmica, científica e tecnológica entre o Brasil e o continente africano.

Contexto da cooperação em educação superior entre Brasil e África

Universidades brasileiras têm buscado expandir parcerias Sul-Sul nas últimas décadas, com foco em mobilidade estudantil e projetos conjuntos de pesquisa. O fórum reforça essa trajetória ao priorizar o intercâmbio de pós-graduandos africanos em programas brasileiros, alinhando-se a iniciativas como o programa CAPES Global, que direciona recursos para relações entre países em desenvolvimento.

Representantes de universidades federais como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) participaram ativamente, discutindo ações de internacionalização, mobilidade acadêmica e educação aberta.

Lançamento do programa CAPES Move África

Durante a abertura do evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi anunciado o programa CAPES Move África. A iniciativa oferece inicialmente 2.600 bolsas de estágio sanduíche para estudantes de mestrado e doutorado africanos realizarem parte de sua formação em instituições brasileiras.

O investimento total chega a R$ 47,4 milhões. As bolsas são divididas em duas etapas de seleção, com 800 vagas para mestrado (duração de 2 a 6 meses) e 500 vagas para doutorado (duração de 4 a 10 meses) em cada fase. Os beneficiados recebem bolsa mensal, auxílio-deslocamento, auxílio-instalação, seguro-saúde e apoio para o projeto de pesquisa.

Detalhes das bolsas e critérios de seleção

As bolsas sanduíche permitem que os estudantes concluam parte de seus estudos no Brasil sem interromper o vínculo com suas instituições de origem na África. A Capes enfatiza que o programa integra um plano maior de internacionalização da pós-graduação brasileira, com ênfase em cooperação Sul-Sul.

Instituições brasileiras interessadas em receber os estudantes devem estar credenciadas em programas de pós-graduação avaliados pela Capes. A seleção dos bolsistas ocorrerá em etapas coordenadas pela agência, priorizando áreas de interesse mútuo como saúde, agricultura, engenharia e ciências ambientais.

aerial view of snowy mountain peaks

Photo by Markos Mant on Unsplash

Participação de reitores e discussões temáticas

Os painéis do fórum abordaram temas como mobilidade estudantil, cooperação em pesquisa e educação aberta. Diretores da Capes, como Rui Oppermann (Relações Internacionais) e Antonio Carlos Amorim (Educação Aberta), apresentaram ações da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Reitores africanos, incluindo o da Universidade Pedagógica de Maputo (Moçambique), Jorge Ferrão, destacaram o potencial de parcerias para formação de quadros e desenvolvimento científico em seus países.

Implicações para universidades brasileiras

A chegada de estudantes africanos representa oportunidade de internacionalização para programas de pós-graduação brasileiros, aumentando a diversidade de perfis discentes e favorecendo projetos de pesquisa colaborativos. Universidades federais veem o programa como forma de fortalecer sua inserção global sem depender exclusivamente de parcerias com países do Norte.

Além disso, o fórum incentivou a assinatura de acordos institucionais bilaterais, abrindo caminho para intercâmbios de docentes e pesquisadores.

Perspectivas de reitores e autoridades

Autoridades do MEC e da Capes ressaltaram que o programa amplia o acesso de estudantes africanos a formação de qualidade no Brasil. O evento também serviu para alinhar expectativas sobre os próximos passos da cooperação, incluindo possíveis edições futuras do fórum.

Participantes brasileiros destacaram o papel das universidades federais na construção de redes de conhecimento que beneficiem tanto o Brasil quanto os países africanos parceiros.

Desafios e oportunidades futuras

Entre os desafios estão a logística de recepção dos estudantes, o suporte linguístico e a integração cultural em universidades brasileiras. Oportunidades incluem o fortalecimento de pesquisas conjuntas em temas prioritários para ambos os continentes, como sustentabilidade e saúde pública.

A Capes prevê que o programa contribua para elevar o número de publicações científicas em coautoria entre pesquisadores brasileiros e africanos nos próximos anos.

Próximos passos e expectativas

Com o lançamento do CAPES Move África, as primeiras seleções devem ocorrer ainda em 2026, com chegada dos bolsistas a partir de 2027. Universidades brasileiras são incentivadas a preparar propostas de acolhimento e parcerias.

O fórum consolidou o Brasil como ator relevante na cooperação educacional com a África, alinhando-se a diretrizes de política externa que priorizam relações Sul-Sul.

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Frequently Asked Questions

🌍O que é o Fórum de Reitores Brasil-África?

O 1º Fórum de Reitores Brasil-África foi um evento realizado em Brasília entre 25 e 27 de maio de 2026, reunindo reitores de universidades brasileiras e africanas para discutir cooperação acadêmica.

📚O que é o programa CAPES Move África?

É um programa da Capes que oferece 2.600 bolsas sanduíche de mestrado e doutorado para estudantes africanos estudarem em instituições brasileiras, com investimento de R$ 47,4 milhões.

🎓Quantas bolsas o programa oferece?

São 1.600 bolsas de mestrado (2 a 6 meses) e 1.000 de doutorado (4 a 10 meses), divididas em duas etapas de seleção.

👥Quem pode participar do CAPES Move África?

Estudantes de pós-graduação de países africanos, com seleção coordenada pela Capes em parceria com instituições brasileiras credenciadas.

🏛️Quais universidades participaram do fórum?

Universidades federais brasileiras como UFPB, UFSB e Unipampa, além de instituições africanas de mais de 30 países.

💰Qual o investimento total do programa?

Até R$ 47,4 milhões, cobrindo bolsas, deslocamento, instalação e seguro-saúde dos bolsistas.

📅Quando começam as primeiras bolsas?

As primeiras seleções ocorrem em 2026, com chegada dos estudantes prevista para 2027.

📈Como o programa beneficia universidades brasileiras?

Aumenta a internacionalização, diversifica o corpo discente e estimula pesquisas colaborativas em áreas prioritárias.

🇧🇷O fórum teve participação do presidente Lula?

Sim, a abertura contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado.

🔗Onde encontrar mais informações oficiais?

Acesse o site da Capes para detalhes sobre o programa e inscrições futuras.