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A Origem da Lei Estadual 19.722/2026 e Seu Contexto Político
No final de 2025, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou o Projeto de Lei nº 753/2025, que culminou na sanção da Lei Estadual nº 19.722, em 22 de janeiro de 2026, pelo governador Jorginho Mello (PL). Essa legislação vedava expressamente a adoção de cotas raciais ou qualquer ação afirmativa baseada em critérios étnico-raciais nas instituições de ensino superior públicas ou que recebem recursos públicos estaduais, como universidades comunitárias.
A medida gerou imediata controvérsia, especialmente entre movimentos estudantis e sindicatos acadêmicos, que a viram como retrocesso às conquistas da Lei de Cotas federais (Lei 12.711/2012). Universidades como a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), principal afetada, emitiram notas oficiais expressando preocupação com a constitucionalidade e impactos operacionais.
A Decisão Liminar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina
Em 27 de janeiro de 2026, apenas cinco dias após a publicação da lei no Diário Oficial, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu liminar suspendendo seus efeitos, atendendo ação proposta pela Associação dos Professores da UDESC (APUFSC-Sindical) e outros. A relatora destacou violações à igualdade material (art. 5º da Constituição Federal), dignidade humana e autonomia universitária, além de retrocesso social desprovido de transição.
- Risco de irreversibilidade administrativa no início do semestre.
- Inconstitucionalidade formal: iniciativa legislativa invadindo competências executivas.
- Jurisprudência do STF favorável às ações afirmativas (ADPF 186/2012).
Essa suspensão prática manteve o status quo, permitindo continuidade das cotas. Estudantes e docentes afetados podem explorar rate-my-professor para avaliações de cursos inclusivos em SC.
Envolvimento do Supremo Tribunal Federal e Posição da PGR
Paralelamente, três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram ajuizadas no STF pelo PSOL, UNE e OAB/SC, com relatoria do ministro Gilmar Mendes, que concedeu 48 horas ao governo e Alesc para manifestações.
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) acionou a AGU, classificando a lei como discriminação constitucionalmente vedada.
Defesa do Governo Catarinense: Demografia e Meritocracia
O governo de SC rebateu, justificando a lei pela composição demográfica: 81,5% brancos (aproximando Censo 2022 de 76,3% brancos, 18,1% pretos/pardos), inferior à média nacional de negros (56%). Afirmou ausência de discriminação, promovendo ingresso por mérito via Enem/Sisu ou vestibulares, sem índole segregacionista.
Decisão completa do TJSC detalha controvérsias.
Impactos nas Universidades: Caso UDESC em Foco
A UDESC, maior universidade estadual com 15 campi, adota cotas desde 2011: 20% para escola pública, 10% pretos/pardos. Resultados: negros de 6,4% (667 alunos em 2010) para 17,6% (1.712 em 2024), ainda abaixo dos 23,2% populacionais.
| Ano | % Negros UDESC | Total Alunos |
|---|---|---|
| 2010 | 6,4% | 10.366 |
| 2024 | 17,6% | 9.749 |
Outras: Unochapecó, Unoesc afetadas. Oportunidades em SC via vagas em Santa Catarina.
Contexto Nacional das Cotas Raciais no Ensino Superior Brasileiro
A Lei 12.711/2012 reserva 50% vagas federais para escola pública, subcotando por raça/renda. STF validou em 2012: cotas constitucionais temporárias para equidade. Impactos: negros/pardos de 33% para 52% em federais (2023); formados negros +160% em UFSC.
- Aumento acesso negros: 5x em 20 anos nacionalmente.
- Manutenção desempenho similar cotistas/amplos.
- Transformação cultural universitária.
University jobs em unis inclusivas.
Perspectivas de Stakeholders: Estudantes, Sindicatos e Especialistas
Cotistas defendem diversidade em sala: "Ensino universal questiona lei" (G1).
Carreira: faculty jobs em SC.
Implicações para Diversidade e Equidade no Ensino Superior Catarinense
Sem cotas, unis SC arriscam sub-representação: 16,8% jovens negros acessam superior (acima média nacional?).
Desafios, Soluções e Perspectivas Futuras
STF provável invalidar, alinhado precedentes. Soluções: atualizar cotas com dados, híbridos raça/renda, monitoramento impacto. Outlook: consolidação inclusão 2026. Estudantes: prepare vestibular via career advice; docentes professor jobs.
- Monitorar ADIs STF.
- Debate políticas transitórias.
- Parcerias público-privadas diversidade.
Conclusão: Rumo a um Ensino Superior Mais Inclusivo em Santa Catarina
A suspensão reforça constitucionalidade cotas, promovendo equidade. AcademicJobs.com apoia profissionais: explore rate-my-professor, higher-ed-jobs, higher-ed-career-advice, university-jobs. Fique atento atualizações STF.
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