Academic Jobs Logo

Greve dos Docentes da UERJ: Paralisação Indefinida Iniciada Após Assembleia Histórica

A Greve Histórica na UERJ e Suas Reivindicações Urgentes

Be the first to comment on this article!

You

Please keep comments respectful and on-topic.

a flag flying in the air
Photo by Samuel Costa Melo on Unsplash

Promote Your Research… Share it Worldwide

Have a story or a research paper to share? Become a contributor and publish your work on AcademicJobs.com.

Submit your Research - Make it Global News

Aprovação Histórica da Greve na UERJ: O Que Aconteceu na Assembleia de 19 de Março

Em um momento marcante para a educação superior no Rio de Janeiro, centenas de professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) lotaram o Auditório 11 no campus Maracanã em 19 de março de 2026. Foi uma assembleia docente histórica, a primeira em mais de uma década a aprovar uma paralisação por tempo indeterminado. A decisão veio após esgotadas as negociações com o governo estadual, refletindo anos de frustração com atrasos salariais e subfinanciamento. A greve teve início oficial em 25 de março, com nova assembleia no Auditório 53 para avaliar os rumos do movimento.

A Associação dos Docentes da UERJ (ASDUERJ) liderou o chamado, destacando a necessidade urgente de ação coletiva. "Estamos em GREVE: Em uma Assembleia Docente histórica realizada na tarde desta quinta-feira (19/3), centenas de professores lotaram o Auditório 11 da Uerj e aprovaram a paralisação", anunciou a entidade em suas redes sociais, mobilizando apoio imediato. Essa é a primeira greve docente da UERJ desde 2016, sinalizando uma crise profunda no financiamento das universidades públicas estaduais.

Assembleia docente histórica na UERJ aprovando greve em março de 2026

Reivindicações Centrais: Recomposição Salarial e Retorno dos Triênios

As demandas dos professores são claras e ancoradas em leis estaduais não cumpridas. A principal é a recomposição salarial prevista na Lei 9.436/2021, que estipulava 26% em três parcelas: apenas 13,05% foi paga em 2022, deixando pendentes as de 2023 e 2024, além das correções pelo IPCA de 2023 a 2025. "A última greve docente foi há dez anos. De lá pra cá, tivemos perdas inflacionárias e de direitos que pioraram nossa situação salarial", explicou Leonardo Kaplan, vice-presidente da ASDUERJ.

Outro ponto crítico é o retorno dos triênios – adicionais por anos de serviço a cada três anos –, extintos pela Lei 194/2021 para novos servidores e limitados ao salário-base desde 2018, causando perda de até 40% nos benefícios. Os docentes exigem sua incidência sobre o salário total, incluindo a Dedicação Exclusiva (DE), e correção de distorções em auxílios.

  • Recomposição das parcelas salariais de 2023/2024 + IPCA acumulado.
  • Revogação da Lei 194/2021 e retorno integral dos triênios.
  • Incidência dos triênios sobre DE e salário total.
  • Correção de benefícios e gratificações.

Perdas Salariais Acumuladas: Mais de 52% em Dez Anos

Desde a adesão do Rio ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) em 2017, os docentes da UERJ acumulam perdas de 52,18% nos salários reais, após 16 anos sem reajustes significativos. Leis como a de 2018 limitaram benefícios ao base, e a pandemia agravou o quadro. Ofícios enviados desde outubro de 2025 foram ignorados pelo governo.

Gregory Magalhães, presidente da ASDUERJ, destacou: "No 2018, uma lei limitou os benefícios ao salário base, causando perda de 40% nos benefícios. Em 2021, leis eliminaram triênios e parcelaram a recomposição." Essa defasagem afeta a retenção de talentos em um momento em que o Brasil precisa de mais doutores e pesquisadores nas universidades públicas.

Crise Orçamentária: Orçamento Estagnado Desde 2014

O orçamento da UERJ executado em 2025 foi de cerca de R$ 2 bilhões, o mesmo de 2014, apesar da expansão de cursos e campi. A Constituição estadual exige 6% da Receita Corrente Líquida (RCL, estimada em R$ 107 bilhões em 2025), o que equivaleria a mais de R$ 6 bilhões – quase o triplo do atual. "É uma política de subfinanciamento que sequer assegura o pagamento de duodécimos", criticou Kaplan. Consulte o site da ASDUERJ para o documento completo de reivindicações.

Com cerca de 1.800 docentes e mais de 40 mil estudantes, a UERJ enfrenta cortes que impactam pesquisa, extensão e permanência estudantil. O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2026-2029 alerta para essa fragilidade.

Resposta do Governo: Ausência de Diálogo e Contexto Político Turbulento

O governo estadual, sob o RRF, alega dificuldades fiscais para equilibrar despesas. Uma tentativa de diálogo em 19 de março falhou, e protestos em 18 de março no Palácio Guanabara não foram recebidos. A renúncia de Cláudio Castro em 23 de março e cassação pelo TSE em 24, por escândalos como Ceperj (R$ 248 milhões irregulares) e Rioprevidência (R$ 960 milhões), complicam as negociações. O governo trabalha em "políticas de valorização", mas sem avanços concretos.

Impactos nos Estudantes e no Calendário Acadêmico

Desde 25 de março, aulas ministradas por grevistas estão suspensas, afetando milhares de alunos no primeiro semestre de 2026. O Calendário Acadêmico prevê possíveis ajustes, como reposições, mas paralisações prolongadas podem estender o semestre. Estudantes relatam preocupação com atrasos em avaliações e formaturas, embora o comitê de greve garanta foco em não prejudicar a comunidade acadêmica desnecessariamente.

Sem números exatos de adesão inicial (dia 3 da greve), o impacto é progressivo. Técnicos-administrativos aprovaram estado de greve em 24 de março, podendo ampliar a paralisação.

Campus Maracanã da UERJ durante início da greve docente em 2026

Posição da Reitoria: Busca por Diálogo e Manutenção das Atividades

A reitoria da UERJ reafirma compromisso com o diálogo para soluções que garantam o funcionamento da universidade. Em nota, destaca esforços para mitigar impactos, como aulas remanescentes por não-grevistas e planejamento de reposições. No entanto, sem orçamento adequado, a gestão admite limitações.

Apoio Sindical e Greves em Outras Estaduais

O ANDES e Sintuperj apoiam a mobilização, com paralisações unificadas na UENF (Norte Fluminense). Docentes de PR, RJ e MA lutam por recomposições similares. "Ampliamos a mobilização por recomposição salarial", afirma o ANDES. Essa onda reflete crise nacional no financiamento público do ensino superior.

Implicações para o Ensino Superior Público Brasileiro

A greve da UERJ expõe vulnerabilidades das estaduais: subfinanciamento crônico, perda de competitividade global (QS Rankings 2026 mostram USP liderando Brasil, mas estaduais atrás) e êxodo de cérebros. Com 52% de perdas salariais, atrair talentos é desafio. Soluções incluem vinculação constitucional de verbas e fim do RRF punitivo.

Indicador20142025Exigido (6% RCL)
Orçamento UERJ (R$ bi)226,4
Perdas Salariais Docentes-52%-

Perspectivas Futuras: Negociações e Possíveis Soluções Construtivas

Com o governo em transição, nova assembleia pode definir atos. Especialistas sugerem mesa de negociação tripartite (governo, reitoria, sindicatos). Alternativas: emendas parlamentares, parcerias público-privadas para infraestrutura e federalização parcial. Para docentes, greve é último recurso por educação pública de qualidade.

Estudantes e professores unidos podem pressionar por reformas duradouras, beneficiando o ecossistema de inovação no Rio.

The national congress of brazil stands tall.

Photo by Fabian Lozano on Unsplash

Portrait of Dr. Liam Whitaker

Dr. Liam WhitakerView full profile

Contributing Writer

Advancing health sciences and medical education through insightful analysis.

Acknowledgements:

Discussion

Sort by:

Be the first to comment on this article!

You

Please keep comments respectful and on-topic.

New0 comments

Join the conversation!

Add your comments now!

Have your say

Engagement level

Browse by Faculty

Browse by Subject

Frequently Asked Questions

🚨Por que os professores da UERJ entraram em greve em 2026?

A greve foi aprovada em assembleia histórica em 19/03/2026 devido a perdas salariais de 52% em 10 anos, parcelas não pagas da Lei 9.436/21 e extinção dos triênios.

📋Quais são as principais reivindicações da ASDUERJ?

Recomposição salarial completa, retorno dos triênios com incidência total, correção de benefícios e ampliação do orçamento para 6% da RCL estadual.

Quando começou a greve e quanto tempo durará?

Iniciada em 25/03/2026, é por tempo indeterminado, até atendimento das demandas. Nova assembleia ocorreu no mesmo dia.

🎓Qual o impacto da greve nos estudantes da UERJ?

Aulas de grevistas suspensas, possível ajuste no calendário acadêmico 2026. Reitoria busca mitigar com reposições.

💰Como está o orçamento da UERJ em 2026?

R$ 2 bi executados em 2025, estagnado desde 2014, contra exigência constitucional de R$ 6+ bi. Veja o PDI 2026-2029.

🏛️O governo do RJ respondeu à greve?

Ausência de diálogo; governo cita RRF e busca equilíbrio fiscal. Reitoria apoia negociações.

🌐Há greves em outras universidades estaduais?

Sim, UENF em paralisação unificada; movimentos em PR e MA por recomposições similares.

📉Quais perdas salariais os docentes acumulam?

52,18% desde 2017, incluindo IPCA não pago e triênios extintos. Apenas metade da recomposição de 2021 foi implementada.

🔄Como acompanhar atualizações da greve UERJ?

Siga ASDUERJ e ANDES para assembleias e atos.

💡Quais soluções propostas para a crise na UERJ?

Mesa tripartite, vinculação orçamentária e fim do RRF. Importante para atrair talentos no ensino superior.

🔬A greve afeta pesquisa e extensão na UERJ?

Sim, paralisação impacta projetos, mas foco é orçamento para sustentar essas atividades essenciais.