Produção Científica Brasil Cresce 4,5% em 2024 | AcademicJobs

Retomada da Ciência Brasileira: Relatório Revela Crescimento de 4,5% em 2024

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Photo by Osmar do Canto on Unsplash

Relatório Bori-Elsevier Aponta Retomada Positiva da Produção Científica no Brasil 84 83

A produção científica no Brasil demonstrou sinais de recuperação em 2024, com um aumento de 4,5% no número de artigos publicados em relação a 2023, alcançando o total de 73.220 documentos científicos indexados na base Scopus da Elsevier. 81 Esse crescimento reverte uma tendência negativa observada nos dois anos anteriores, quando o país registrou quedas superiores a 7% em 2022 e 2023. O relatório “2024: retomada no crescimento da produção científica no Brasil e em outros 51 países”, parceria entre a Agência Bori e a Elsevier, analisou dados coletados em julho de 2025 via ferramenta SciVal, destacando que, apesar da melhora, o volume ainda está abaixo do pico pré-pandemia de 82.440 artigos em 2021. 84

Esse marco é particularmente relevante para o ensino superior brasileiro, onde universidades públicas concentram a maior parte da pesquisa. Instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lideram o ranking, impulsionando não apenas números absolutos, mas também o impacto global da ciência nacional. Para pesquisadores e estudantes, essa retomada sinaliza oportunidades renovadas em carreiras acadêmicas, com maior visibilidade para trabalhos produzidos em solo brasileiro.

Gráfico ilustrando o crescimento de 4,5% na produção científica brasileira em 2024, comparado a anos anteriores

O documento enfatiza que o Brasil manteve a 14ª posição no ranking global de produção científica entre países com mais de 10 mil artigos anuais, atrás de líderes como China (971.400 artigos, +14,5%) e Estados Unidos (485.200, +3%). 81 Essa estabilidade reflete resiliência, mas também a necessidade de aceleração para competir em um cenário onde nações emergentes como Indonésia e Iraque crescem acima de 15%.

Evolução Histórica: Dos Anos de Expansão à Crise e Recuperação

A trajetória da produção científica no Brasil pode ser dividida em fases distintas. De 1996 a 2013, o país experimentou um Taxa de Crescimento Anual Composta (TCAC, na sigla em inglês Compound Annual Growth Rate) superior a 13% no número de autores e publicações, impulsionada por investimentos crescentes em agências como CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). 83 Esse boom elevou o número de pesquisadores por milhão de habitantes de 205 em 2004 para 932 em 2024, posicionando o Brasil como uma potência emergente em áreas como saúde e agricultura.

A partir de 2014, no entanto, o TCAC caiu para 4,8%, com dois terços dessa desaceleração ocorrendo antes da pandemia de COVID-19. Fatores como contingenciamentos orçamentários e instabilidade política contribuíram para quedas acentuadas em 2022 (-7%) e 2023 (-7,2%), impactando diretamente universidades federais e estaduais. 82 A recuperação em 2024, embora modesta, é atribuída a um lag temporal: artigos publicados refletem investimentos de 2-3 anos anteriores, beneficiados por recomposições orçamentárias a partir de 2023 sob o governo Lula.

  • 2019 (pico pré-pandemia): 82.440 artigos.
  • 2021: 82.440 (pico absoluto).
  • 2022-2023: Quedas cumulativas superiores a 14%.
  • 2024: 73.220 (+4,5%), com projeções de retorno ao pico em 2025.

Para o contexto universitário, essa evolução destaca a importância de bolsas de produtividade e programas como o Profix-CNPq, que fixam doutores em instituições brasileiras, fomentando continuidade na pesquisa.Explore oportunidades em pesquisa no Brasil.

Universidades Líderes: USP, Unesp e Unicamp no Topo da Produção

As instituições de ensino superior são o motor da produção científica brasileira, com universidades públicas respondendo por mais de 90% dos artigos indexados. Em 2024, a USP liderou com cerca de 13.000 artigos, crescimento de 2,7% ante 2023, consolidando-se como a principal produtora nacional e 17ª global em impacto, segundo rankings como o de Leiden. 81 72

Em seguida, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicou 5.152 artigos (+6,6%), e a Unicamp 4.277 (+4,9%). Outras destaques incluem UFRGS, UFMG e UFRJ, conforme o Ranking Universitário Folha (RUF) 2024, que pondera inovação, internacionalização e mercado. 72 Universidades federais do Sul e Sudeste concentram 60% da produção, evidenciando desigualdades regionais que desafiam o “Brasil profundo”.

InstituiçãoArtigos 2024Crescimento 2024/2023
USP~13.000+2,7%
Unesp5.152+6,6%
Unicamp4.277+4,9%

Esses números reforçam o papel das universidades na formação de talentos. Para docentes e pesquisadores, plataformas como vagas para professores e assistentes de pesquisa são essenciais para suprir demandas crescentes.

Áreas em Alta: Engenharia e Saúde Lideram o Avanço

O crescimento não foi uniforme: engenharias e tecnologias expandiram 7,1%, impulsionadas por laboratórios como o acelerador Sirius no CNPEM (Campinas), enquanto ciências da natureza e médicas mantiveram liderança absoluta. 82 Humanas recuaram 1,1%, mas especialistas notam que livros são métrica mais adequada para o campo.

No contexto universitário, áreas STEM (Science, Technology, Engineering, Mathematics) atraem mais funding via Fapesp e Finep, beneficiando campi como os da USP em São Carlos (engenharia). Isso abre portas para pós-graduandos em carreiras de pós-doutorado.

Fatores Catalisadores: Dos Cortes à Recomposição Orçamentária

A crise de 2022-2023 decorreu de cortes federais sob Bolsonaro, hostilidade à ciência durante a pandemia e emigração de talentos. Especialista Sabine Righetti (Bori) aponta “efeito cascata”: menos demanda por pesquisa. 83

A virada em 2024 reflete investimentos recordes em 2023-2025 (R$ 61 bi em C&T), com CNPq e Capes recompondo bolsas. No entanto, PLOA 2026 prevê cortes, ameaçando sustentabilidade. 86 Universidades precisam de parcerias público-privadas para mitigar riscos.

Acesse o relatório completo Bori-Elsevier

Posição Global: 14º Lugar com Potencial de Ascensão

No SCImago 2024, Brasil é 14º em documentos (93.592), citações per doc (0,70) e H-index (844). 85 TCAC 2014-2024 de 3,4% coloca-o em 39º, atrás de emergentes. Colaborações internacionais, comuns em unis como Unicamp, elevam citações.

Desafios Estruturais: Desigualdades Regionais e Orçamentárias

15 universidades (13 no Sul/Sudeste) detêm 60% da produção; Norte/Nordeste enfrentam subfinanciamento. 107 Brain drain persiste, com programas como Conhecimento Brasil visando retorno. Para 2026, cortes no CNPq preocupam SBPC e ABC.

  • Concentração geográfica.
  • Defasagem de bolsas.
  • Baixa previsibilidade orçamentária.

Implicações para o Ensino Superior: Oportunidades em Carreiras Acadêmicas

A retomada fortalece rankings como THE Latin America 2025 (USP 1ª), atraindo talentos globais. Estudantes beneficiam-se de mais vagas em faculdade e pós-doc. Plataformas como Rate My Professor ajudam na escolha de mentores.

Outlook Futuro: Projeções Otimistas com Ressalvas para 2026

2025 deve superar pré-pandemia; 2026 depende de estabilidade fiscal. Investimentos em IA e quântica, via Drdo-like no Brasil, prometem saltos. Universidades devem priorizar internacionalização.

Conclusão: Impulsionando a Ciência Brasileira Adiante

A recuperação da produção científica no Brasil é um passo crucial para o desenvolvimento nacional. Universidades, pesquisadores e policymakers devem unir esforços. Explore vagas em educação superior, conselhos de carreira e empregos universitários no AcademicJobs.com para contribuir com esse momentum. Descubra oportunidades em Brasil.

Frequently Asked Questions

📉O que causou a queda na produção científica brasileira em 2022-2023?

Cortes orçamentários, instabilidade política e pandemia impactaram, reduzindo >7% anualmente. Prepare seu CV acadêmico.

📈Qual o crescimento exato em 2024?

+4,5%, totalizando 73.220 artigos na Scopus.

🏛️Quais universidades lideram?

USP (13k artigos), Unesp e Unicamp. Públicas dominam 90%.

🔬Áreas com maior crescimento?

Engenharias/tecnologias (+7,1%), saúde e natureza.

🌍Posição global do Brasil?

14º em publicações, per SCImago e Bori.

💰Fatores da recuperação?

Recomposição CNPq/Capes, lag de investimentos.

⚠️Desafios para 2026?

Cortes orçamentários propostos, desigualdades regionais.

🎓Impacto no ensino superior?

Mais vagas em higher ed jobs.

🔮Projeções para 2025?

Retorno ao pico pré-pandemia de 82k artigos.

🚀Como contribuir com pesquisa no Brasil?

🤝Qual o papel das colaborações internacionais?

Elevam citações e H-index do Brasil (844).