Contexto da Proibição de Celulares nas Escolas Brasileiras e a Transição para o Ensino Superior
No Brasil, a discussão sobre o uso de smartphones em ambientes educacionais ganhou força com a sanção da Lei nº 15.100, de 2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante aulas, recreios e intervalos em todas as etapas da educação básica. Essa legislação federal, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa criar um ambiente mais equilibrado, minimizando distrações e promovendo maior concentração dos estudantes. Dados do PISA Brasil 2022 revelam que 80% dos alunos afirmam que o celular prejudica sua atenção em sala de aula, especialmente em disciplinas como matemática.
Um ano após a implementação da lei nas escolas de ensino fundamental e médio, resultados preliminares indicam melhoras na atenção e no desempenho acadêmico, com 51% dos alunos declarando não levar mais o dispositivo para a instituição e 80% relatando maior foco nas aulas. Esse sucesso pavimentou o caminho para o ensino superior, onde instituições de elite como Insper, Fundação Getulio Vargas (FGV) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) começaram a adotar medidas semelhantes no início de 2026. Essas universidades privadas, conhecidas por sua excelência em administração, economia e comunicação em São Paulo, argumentam que o banimento é essencial para preservar o aprendizado em um mundo saturado de notificações e estímulos digitais.
A Nova Política do Insper: Proibição em Todos os Cursos de Graduação
O Insper, renomada escola de negócios em São Paulo, foi uma das pioneiras ao oficializar a proibição do uso de celulares em salas de aula para todos os cursos de graduação a partir do final de janeiro de 2026. De acordo com comunicado interno aos alunos, os smartphones devem permanecer desligados ou em modo silencioso, fora de uso, salvo autorização expressa do professor para fins pedagógicos. Não há obrigatoriedade de entrega dos aparelhos nem punições específicas, priorizando uma abordagem educativa.
Guilherme Martins, presidente do Insper, justificou a medida como uma 'regra de transição', enfatizando que a maturidade plena não surge da noite para o dia. 'Ninguém vira adulto plenamente maduro de um mês para o outro. A autonomia se desenvolve com regras claras', comparou ele a normas contra plágio e cola. A instituição busca equilibrar liberdade com estrutura em um ambiente de alto desempenho, preparando alunos para desafios profissionais onde o foco é crucial.

ESPM Adota Restrições Amplas Incluindo Tablets e Notebooks
A ESPM elevou o nível das restrições, proibindo não apenas celulares, mas também tablets e notebooks durante as aulas, exceto quando diretamente relacionados ao conteúdo programático. Os dispositivos devem ficar guardados nas mochilas, silenciados, e a instituição recomenda fortemente anotações manuais para estimular a elaboração mental e a memória. Essa política, implementada no início do ano letivo de 2026, reflete preocupações com a 'epidemia de distração' observada por ex-professores.
Uma ex-professora da ESPM-SP relatou à Folha de S.Paulo ter abandonado aulas de graduação após constantes batalhas por atenção: 'Eu implorava atenção e ameaçava confiscar. Um aluno rebateu: Quem disse que você pode tirar nosso celular?'. A medida visa restaurar a dinâmica de sala de aula, onde a distração de um impacta todos.
FGV Planeja Banimento Integral em Graduação e Pós-Graduação
A Fundação Getulio Vargas (FGV), com campi em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, está formalizando a proibição de celulares em todas as salas de aula de graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado e cursos executivos a partir deste semestre de 2026. A medida abrange cerca de 5.000 alunos de graduação e mais de 3.000 de pós. Anteriormente, restrições variavam por professor; agora, será regra institucional sem punições, focando em conscientização.
Antonio Freitas, pró-reitor da FGV, comparou o uso de celular a 'ler jornal durante a aula': 'Prejudica muito o aprendizado. São adultos, mas vão olhar WhatsApp?'. Ele destacou benefícios observados em testes prévios na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP), como maior concentração em cursos de Administração Pública.
Evidências Científicas: O Impacto Negativo dos Smartphones no Aprendizado
Estudos globais corroboram as políticas das universidades brasileiras. Uma pesquisa de 2024 da Universidade da Pensilvânia e Copenhague, com 17.000 estudantes em dez universidades indianas, demonstrou ganhos significativos em notas após coleta obrigatória de celulares, especialmente entre calouros, alunos de baixa performance e não-STEM. Benefícios incluíram menos interrupções e conversas off-topic.
Outro estudo chinês correlacionou alto uso de apps de jogos com pior desempenho acadêmico, saúde física, empregabilidade e renda inicial. Nos EUA, na Universidade do Texas, monitoramento via app com recompensas elevou frequência, satisfação e concentração. No Brasil, o PISA confirma: excesso de tela afeta atenção e saúde mental.
| Estudo | Amostra | Resultados Principais |
|---|---|---|
| Índia (UPenn/Copenhague) | 17.000 alunos | Melhoras em notas, foco maior em vulneráveis |
| China | Registros acadêmicos + dados celular | Menos jogos = melhor performance e carreira |
| Texas (EUA) | Alunos universitários | Aumento em presença e satisfação |
| PISA Brasil 2022 | Estudantes brasileiros | 80% veem celular como distração |
Reações dos Stakeholders: De Professores Frustrados a Alunos Desafiadores
Professores relatam alívio, após anos competindo com telas. Estudantes dividem opiniões: alguns veem infantilização de adultos, outros reconhecem necessidade. Especialistas como Jonathan Haidt, psicólogo da NYU, defendem redução de redes sociais por resultados 'milagrosos' em estudo, interação e ansiedade.
- Benefícios para professores: Menos 'implorar atenção', mais interações profundas.
- Alunos: Desafio à maturidade, mas preparação para workplaces focados.
- Instituições: Alinhamento com tendências globais como Stanford e NYU.
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Benefícios Esperados e Observados nas Universidades Pioneiras
Nos testes iniciais da FGV e escolas básicas, observou-se maior engajamento e menos distrações. Espera-se replicar ganhos como nos estudos indianos, com timelines de um semestre para impactos visíveis. Benefícios incluem:
- Maior retenção de conteúdo via anotações manuais.
- Melhor interação social e networking entre alunos.
- Redução de ansiedade por multitarefa constante.
- Preparo para carreiras onde foco é diferencial competitivo.

Desafios na Implementação e Críticas à Medida
Críticas incluem perda de ferramentas para pesquisas rápidas ou apps educacionais. Sem punições, adesão depende de cultura. Desafios: Geração pandêmica com hábitos enraizados; necessidade de suporte psicológico. Soluções: Treinamentos, exceções pedagógicas e monitoramento gradual.Saiba mais sobre a lei federal.
Implicações para Carreiras no Ensino Superior Brasileiro
Essas políticas sinalizam valorização de foco em universidades, impactando recrutamento de professores e administradores. Profissionais preparados para ambientes low-tech ganham vantagem. Explore conselhos de carreira em educação superior e vagas no Brasil.
Perspectivas Futuras: Mais Universidades Seguirão o Exemplo?
Com evidências crescentes, espera-se adoção ampla em 2026-2027. MEC planeja pesquisas; tendências globais reforçam. Universidades públicas podem adaptar. Futuro: Integração consciente de tech pós-aula.
Leia a reportagem completa da Folha.Conclusão: Foco como Chave para o Sucesso Acadêmico e Profissional
A proibição de celulares no ensino superior representa um passo ousado para resgatar o foco essencial ao aprendizado profundo. Instituições como Insper, FGV e ESPM mostram liderança. Para navegar essa era, estudantes devem cultivar autodisciplina. Descubra oportunidades em Rate My Professor, Higher Ed Jobs, Higher Ed Career Advice, University Jobs e poste uma vaga.
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