Photo by Osmar do Canto on Unsplash
Relatório Bori-Elsevier Aponta Retomada Positiva da Produção Científica no Brasil
84
83
A produção científica no Brasil demonstrou sinais de recuperação em 2024, com um aumento de 4,5% no número de artigos publicados em relação a 2023, alcançando o total de 73.220 documentos científicos indexados na base Scopus da Elsevier.
Esse marco é particularmente relevante para o ensino superior brasileiro, onde universidades públicas concentram a maior parte da pesquisa. Instituições como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lideram o ranking, impulsionando não apenas números absolutos, mas também o impacto global da ciência nacional. Para pesquisadores e estudantes, essa retomada sinaliza oportunidades renovadas em carreiras acadêmicas, com maior visibilidade para trabalhos produzidos em solo brasileiro.
O documento enfatiza que o Brasil manteve a 14ª posição no ranking global de produção científica entre países com mais de 10 mil artigos anuais, atrás de líderes como China (971.400 artigos, +14,5%) e Estados Unidos (485.200, +3%).
Evolução Histórica: Dos Anos de Expansão à Crise e Recuperação
A trajetória da produção científica no Brasil pode ser dividida em fases distintas. De 1996 a 2013, o país experimentou um Taxa de Crescimento Anual Composta (TCAC, na sigla em inglês Compound Annual Growth Rate) superior a 13% no número de autores e publicações, impulsionada por investimentos crescentes em agências como CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
A partir de 2014, no entanto, o TCAC caiu para 4,8%, com dois terços dessa desaceleração ocorrendo antes da pandemia de COVID-19. Fatores como contingenciamentos orçamentários e instabilidade política contribuíram para quedas acentuadas em 2022 (-7%) e 2023 (-7,2%), impactando diretamente universidades federais e estaduais.
- 2019 (pico pré-pandemia): 82.440 artigos.
- 2021: 82.440 (pico absoluto).
- 2022-2023: Quedas cumulativas superiores a 14%.
- 2024: 73.220 (+4,5%), com projeções de retorno ao pico em 2025.
Para o contexto universitário, essa evolução destaca a importância de bolsas de produtividade e programas como o Profix-CNPq, que fixam doutores em instituições brasileiras, fomentando continuidade na pesquisa.Explore oportunidades em pesquisa no Brasil.
Universidades Líderes: USP, Unesp e Unicamp no Topo da Produção
As instituições de ensino superior são o motor da produção científica brasileira, com universidades públicas respondendo por mais de 90% dos artigos indexados. Em 2024, a USP liderou com cerca de 13.000 artigos, crescimento de 2,7% ante 2023, consolidando-se como a principal produtora nacional e 17ª global em impacto, segundo rankings como o de Leiden.
Em seguida, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicou 5.152 artigos (+6,6%), e a Unicamp 4.277 (+4,9%). Outras destaques incluem UFRGS, UFMG e UFRJ, conforme o Ranking Universitário Folha (RUF) 2024, que pondera inovação, internacionalização e mercado.
| Instituição | Artigos 2024 | Crescimento 2024/2023 |
|---|---|---|
| USP | ~13.000 | +2,7% |
| Unesp | 5.152 | +6,6% |
| Unicamp | 4.277 | +4,9% |
Esses números reforçam o papel das universidades na formação de talentos. Para docentes e pesquisadores, plataformas como vagas para professores e assistentes de pesquisa são essenciais para suprir demandas crescentes.
Áreas em Alta: Engenharia e Saúde Lideram o Avanço
O crescimento não foi uniforme: engenharias e tecnologias expandiram 7,1%, impulsionadas por laboratórios como o acelerador Sirius no CNPEM (Campinas), enquanto ciências da natureza e médicas mantiveram liderança absoluta.
No contexto universitário, áreas STEM (Science, Technology, Engineering, Mathematics) atraem mais funding via Fapesp e Finep, beneficiando campi como os da USP em São Carlos (engenharia). Isso abre portas para pós-graduandos em carreiras de pós-doutorado.
Fatores Catalisadores: Dos Cortes à Recomposição Orçamentária
A crise de 2022-2023 decorreu de cortes federais sob Bolsonaro, hostilidade à ciência durante a pandemia e emigração de talentos. Especialista Sabine Righetti (Bori) aponta “efeito cascata”: menos demanda por pesquisa.
A virada em 2024 reflete investimentos recordes em 2023-2025 (R$ 61 bi em C&T), com CNPq e Capes recompondo bolsas. No entanto, PLOA 2026 prevê cortes, ameaçando sustentabilidade.
Posição Global: 14º Lugar com Potencial de Ascensão
No SCImago 2024, Brasil é 14º em documentos (93.592), citações per doc (0,70) e H-index (844).
Desafios Estruturais: Desigualdades Regionais e Orçamentárias
15 universidades (13 no Sul/Sudeste) detêm 60% da produção; Norte/Nordeste enfrentam subfinanciamento.
- Concentração geográfica.
- Defasagem de bolsas.
- Baixa previsibilidade orçamentária.
Implicações para o Ensino Superior: Oportunidades em Carreiras Acadêmicas
A retomada fortalece rankings como THE Latin America 2025 (USP 1ª), atraindo talentos globais. Estudantes beneficiam-se de mais vagas em faculdade e pós-doc. Plataformas como Rate My Professor ajudam na escolha de mentores.
Outlook Futuro: Projeções Otimistas com Ressalvas para 2026
2025 deve superar pré-pandemia; 2026 depende de estabilidade fiscal. Investimentos em IA e quântica, via Drdo-like no Brasil, prometem saltos. Universidades devem priorizar internacionalização.
Conclusão: Impulsionando a Ciência Brasileira Adiante
A recuperação da produção científica no Brasil é um passo crucial para o desenvolvimento nacional. Universidades, pesquisadores e policymakers devem unir esforços. Explore vagas em educação superior, conselhos de carreira e empregos universitários no AcademicJobs.com para contribuir com esse momentum. Descubra oportunidades em Brasil.
Photo by Alessandra Pagani on Unsplash
Discussion
0 comments from the academic community
Please keep comments respectful and on-topic.