Gabrielle Ryan

Insper e ESPM Proíbem Celulares em Salas de Aula: Transformação no Ensino Superior Brasileiro

Regras Estritas e Evidências Científicas Impulsionam Mudança nas Universidades

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Insper e ESPM Iniciam Proibição de Celulares nas Salas de Aula de Graduação

As prestigiadas instituições de ensino superior de São Paulo, Insper e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), anunciaram a proibição do uso de smartphones durante as aulas presenciais de graduação, com vigência a partir desta semana, logo após o término das férias acadêmicas no início de fevereiro de 2026. 103 101 Essa medida representa uma extensão das políticas restritivas já adotadas no ensino básico brasileiro, impulsionada pela Lei nº 15.100 de 2025, que baniu aparelhos eletrônicos em escolas de educação infantil e fundamental em todo o país, inclusive nos intervalos. 103 No contexto do ensino superior, a iniciativa visa combater a distração crônica que compromete o foco e o engajamento dos estudantes universitários.

O Insper, conhecido por seus cursos de administração, economia e engenharia, comunicou que os celulares e outros dispositivos eletrônicos não poderão ser utilizados durante as aulas, salvo autorização expressa do professor para fins pedagógicos ou de gestão da turma. Notebooks e tablets permanecem permitidos para anotações e atividades autorizadas, promovendo um equilíbrio entre tecnologia útil e eliminação de distrações desnecessárias. 101 Já a ESPM adota uma abordagem mais rigorosa: celulares, laptops e tablets devem ser guardados nas mochilas e silenciados, liberados unicamente com permissão docente para propósitos acadêmicos diretos. A política aplica-se exclusivamente à graduação em ambas as instituições, deixando a pós-graduação isenta por enquanto.

Fundamentos da Decisão: Relatos de Professores e Evidências Científicas

A decisão surge de feedbacks consistentes de docentes, que relatam lecionar para apenas uma fração da turma enquanto o restante se distrai com notificações e redes sociais. No Insper, professores destacaram que o uso de celulares 'atrapalhava muito a dinâmica da aula', fragmentando a atenção e reduzindo a participação ativa. 101 A ESPM enfatiza os riscos do 'sedentarismo cognitivo', decorrente do consumo passivo de conteúdo digital e inteligência artificial, que erode a capacidade de concentração, atenção sustentada e saúde mental dos jovens. 103

Pesquisas internacionais respaldam essas preocupações. Um estudo de 2024 das Universidades da Pensilvânia e de Copenhague, envolvendo 17 mil estudantes universitários indianos, demonstrou que a coleta obrigatória de celulares resultou em notas significativamente mais altas, especialmente entre calouros, alunos de baixo desempenho e cursos não-STEM. Benefícios colaterais incluíram maior presença mental e comportamentos mais profissionais. 101 No Brasil, dados do PISA 2022 revelam que 80% dos estudantes afirmam que os celulares prejudicam sua concentração em sala, com impacto mais pronunciado em matemática. 19

Sala de aula no Insper sem uso de celulares, focando engajamento estudantil

Regras Detalhadas e Mecanismos de Fiscalização

No Insper, não há confisco de aparelhos nem punições formais automáticas. Os professores atuam como árbitros, intervindo como fariam em qualquer interrupção – advertindo verbalmente ou solicitando saída da sala em casos reincidentes. Essa abordagem confia na maturidade dos universitários, preparando-os para ambientes profissionais onde distrações são minimizadas. 101

A ESPM, por sua vez, integra a restrição ao seu Plano Diretor Acadêmico, que promove autonomia estudantil via orientação sobre práticas saudáveis de tecnologia. Descumprimentos podem resultar em advertências contratuais, incentivando adesão voluntária. 103 Ambas recomendam anotações manuais para fortalecer memória e processamento cognitivo.

  • Celulares desligados ou silenciados durante toda a aula.
  • Uso autorizado apenas para tarefas ligadas ao conteúdo (ex.: pesquisas rápidas guiadas).
  • Professores definem critérios caso a caso.
  • Sem impacto em avaliações ou notas diretas, exceto por advertências acumuladas na ESPM.

Para explorar carreiras no ensino superior sem distrações digitais, confira oportunidades em vagas no ensino superior.

FGV Segue o Exemplo: Proibição Planejada para Todos os Cursos

A Fundação Getulio Vargas (FGV), outra referência em administração e economia, planeja implementar proibição similar em todas as salas de graduação e pós-graduação nas unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília ainda neste semestre de 2026. Após reuniões com diretores, a medida priorizará promoção dos benefícios, com exceções pedagógicas definidas pelos instrutores, inspirada no modelo do Insper. 102 Experiências parciais em cursos como Administração Pública já mostraram ganhos em foco.

Essas ações de instituições privadas de elite sinalizam uma tendência no ensino superior brasileiro, potencialmente influenciando universidades públicas e menores. Leia mais sobre os planos da FGV no Estadão.

Estatísticas Nacionais: O Peso da Distração Digital no Brasil

No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, Programa Internacional de Student Assessment) 2022, 80% dos alunos brasileiros relataram distração por celulares em aulas, correlacionando-se com quedas no aprendizado, especialmente em ciências exatas. 19 Pesquisas pós-proibição em escolas básicas indicam que 80-88% dos estudantes percebem maior atenção nas aulas, com picos nos anos iniciais do fundamental. 20 21

Estudos locais reforçam: o uso excessivo associa-se a ansiedade, menor interação social e prejuízos acadêmicos. No superior, uma pesquisa de 2024 com universitários brasileiros ligou tempo excessivo em smartphones a pior desempenho e bem-estar psicossocial. 71 O Ministério da Educação (MEC) planeja pesquisa nacional em 2026 para avaliar impactos da lei escolar, podendo estender ao superior.

Perspectivas dos Envolvidos: Estudantes, Professores e Administradores

Professores celebram: 'Estamos lecionando para 10% da turma antes', dizem relatos. Administradores veem preparação para o mercado de trabalho, onde foco é essencial – ideal para quem busca conselhos de carreira no ensino superior.

Estudantes dividem-se: alguns criticam como 'infantilização do superior', argumentando maturidade para auto-gerir; outros apoiam por melhor interação e notas. Em comentários na Folha, opiniões variam de 'péssimo' a 'excelente'. 103

  • Professores: Maior engajamento e dinâmica fluida.
  • Estudantes pró: Mais amizades e foco.
  • Contra: Perda de autonomia e necessidade emergencial.

Para avaliar experiências com professores, visite Rate My Professor.

Benefícios Esperados e Evidências de Outros Contextos

Proibições em salas melhoram desempenho em até 49 pontos em matemática (estudos controlados), reduzem ansiedade e elevam interações presenciais. 39 No superior, ganhos em pensamento crítico e preparação profissional. Globalmente, França, Austrália e EUA avançam em bans universitários.

Estudo SSRN sobre proibições em salas confirma esses efeitos.

Desafios de Implementação e Soluções Propostas

Enforcement depende de professores, risco de resistência estudantil. Soluções: Orientação prévia, integração tech pedagógica, monitoramento voluntário. Universidades como Insper apostam em cultura de presença.

Casos reais: Escolas pós-2025 viram +83% atenção. 21 Para Brasil, MEC pode guiar adaptações ao superior.

Visão Futura: Tendências no Ensino Superior Brasileiro

Com FGV unindo-se, espera-se difusão para USP, Unicamp e federais. Foco em bem-estar digital, alinhado a carreiras em oportunidades em São Paulo. Plataformas como University Jobs destacam profissionais adaptados a ambientes focados.

Estudantes universitários engajados em aula sem distrações de smartphones

Essa transição promove um ensino superior mais imersivo, preparando gerações para desafios profissionais sem dependência digital.

Brazilian flag waving in front of a building

Photo by Gustavo Sánchez on Unsplash

Conclusão: Rumo a Aulas Mais Produtivas e Humanas

A proibição de celulares em universidades como Insper e ESPM marca virada positiva, respaldada por dados e necessidades reais. Estudantes ganham foco, professores dinâmica, instituições reputação inovadora. Explore avaliações de professores, vagas no higher ed, conselhos de carreira e empregos universitários para navegar esse ecossistema educacional em evolução no Brasil.

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Gabrielle Ryan

Contributing writer for AcademicJobs, specializing in higher education trends, faculty development, and academic career guidance. Passionate about advancing excellence in teaching and research.

Frequently Asked Questions

📱Por que Insper e ESPM proibiram celulares em salas de aula?

A medida responde a distrações relatadas por professores e estudos mostrando prejuízos ao foco e aprendizado. Alinha-se à lei de 2025 para escolas básicas.

🚫Quais as regras exatas no Insper?

Celulares proibidos salvo autorização professor para fins pedagógicos. Notebooks OK. Sem confisco; intervenção docente como em disruptions.

💼E na ESPM, há diferenças?

Mais rígida: aparelhos na mochila silenciados. Advertências possíveis. Foco em combater 'sedentarismo cognitivo'.

🏫A FGV também adotará?

Sim, planejado para graduação e pós em 2026, inspirado em Insper.

📊Quais estatísticas comprovam o impacto?

PISA 2022: 80% distraídos por celulares. Bans elevam atenção em 83-88% em escolas.

🔬Há estudos universitários sobre bans?

Sim, estudo 2024 UPenn/Copenhagen: +notas com coleta de phones em 17k alunos.

🗣️Opiniões de estudantes?

Divididas: alguns veem infantilização, outros melhor foco e interações.

Benefícios esperados?

  • Maior concentração
  • Melhor desempenho acadêmico
  • Interações sociais
  • Prep. profissional

⚠️Desafios de enforcement?

Depende de profs; resistência possível. Solução: cultura de presença.

🔮Tendências futuras no Brasil?

Mais unis seguirão, com MEC monitorando. Visando bem-estar digital. Veja carreira no superior.

📲Celulares úteis em aulas?

Sim, autorizados para pedagogia, como pesquisas guiadas.

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