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Ascensão Histórica: Novo Estudo da FGV Revela Redefinição das Classes Socioeconômicas no Brasil
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Um estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), liderado pelo economista Marcelo Neri, está redefinindo como entendemos as classes socioeconômicas no Brasil. Intitulado "Evolução das Classes Econômicas Brasileiras: 1976 a 2024", o relatório utiliza a renda domiciliar per capita como métrica principal para classificar a população em categorias A, B, C, D e E. Essa abordagem considera a renda total do domicílio dividida pelo número de moradores, ajustada pela inflação e pelo tamanho médio das famílias, oferecendo uma visão mais precisa do bem-estar econômico do que critérios baseados apenas na renda familiar total.
Em 2024, o Brasil alcançou um marco histórico: as classes A, B e C representam 78,18% da população, o maior nível desde o início da série histórica em 1976. Isso equivale a um salto de 8,44 pontos percentuais em apenas dois anos (2022-2024), com cerca de 17,4 milhões de pessoas saindo da pobreza e ascendendo para essas categorias mais altas. A classe C sozinha abrange 60,97% dos brasileiros, enquanto A e B somam 17,21%.
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Metodologia Inovadora: A Importância da Renda Per Capita
A renda domiciliar per capita (também conhecida como Renda Domiciliar Per Capita - RDPC) é calculada dividindo a soma de todos os rendimentos do lar (salários, benefícios, aluguéis etc.) pelo número de residentes. Essa métrica corrige distorções de critérios tradicionais, como o Critério Brasil do Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), que ignora o tamanho familiar. Por exemplo, uma família de cinco pessoas com renda total de R$ 10.000 tem RDPC de R$ 2.000, enquanto um casal com a mesma renda tem R$ 5.000 por pessoa, alterando a classe socioeconômica.
O estudo da FGV converte a RDPC em renda domiciliar total usando o tamanho médio de família (cerca de 3 pessoas), corrigida pelo IPCA para valores de 2024. Isso permite comparações históricas confiáveis e revela que o Brasil está se tornando uma nação de classe média expandida. Marcelo Neri enfatiza que essa mudança reflete ganhos reais de bem-estar, impulsionados pela renda do trabalho (principal motor) e políticas como o Bolsa Família.
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Faixas de Renda Atualizadas para 2024
| Classe | Renda Domiciliar Mensal Inferior (R$) | Renda Domiciliar Mensal Superior (R$) | % População 2024 |
|---|---|---|---|
| E | 0 | 1.254 | ~5% |
| D | 1.255 | 2.004 | ~17% |
| C | 2.005 | 8.640 | 61% |
| B | 8.641 | 11.261 | ~12% |
| A | 11.262 | Acima | ~5% |
Essas faixas, baseadas na renda domiciliar total equivalente à RDPC ajustada, mostram que para ser classe A, uma família precisa de mais de R$ 14.191 mensais (aprox. RDPC R$ 4.730). Classe média ampla (ABC) exige acima de R$ 2.000 em RDPC média.
Consulte as faixas detalhadas no site da FGV.
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Evolução Histórica: De 1976 a 2024
Desde 1976, a parcela ABC cresceu de forma irregular: expansão nos anos 2000 com boom de commodities e programas sociais, retração na recessão 2015-2016, e recuperação pós-pandemia. Em 1995, ABC era ~50%; em 2014, pico de 65%; 2022, 69.74%; 2024, recorde 78.18%. A pobreza (DE) caiu de 50% para 21.82%.
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- 1976-2000: Crescimento lento devido a hiperinflação.
- 2003-2014: Lula/Dilma: Bolsa Família impulsiona C.
- 2022-2024: Pós-COVID recuperação via trabalho formal.
O Recorde de 17,4 Milhões: Fatores por Trás da Ascensão
Entre 2022 e 2024, 17,4 milhões migraram de D/E para ABC, população equivalente a Portugal. Renda do trabalho subiu 12%, benefícios 8%. Políticas de proteção social estabilizaram, mas emprego formal liderou. Nordeste viu maior mobilidade (10 pp), Sul menor (6 pp).
No contexto educacional, essa ascensão amplia acesso a universidades públicas via ENEM/Sisu, reduzindo evasão por necessidade de trabalho.
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Diferenças Regionais e Urbanas vs. Rurais
Sudeste lidera com 82% ABC, Nordeste 70% (mas maior ganho). Capitais como SP (85%) vs. interior. Rural: ainda 40% DE devido a agricultura informal. Estudo destaca convergência regional.
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Implicações Econômicas e para Políticas Públicas
Maior classe média impulsiona consumo (varejo +15%), mas desigualdade Gini ainda 0.52. Governo Lula celebra, atribuindo a programas sociais. Desafios: inflação alimentos, desemprego jovens.Carreira no ensino superior pode acelerar ascensão.
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Impacto no Ensino Superior: Mais Acesso para Novos Emergentes
A ascensão ABC facilita permanência no ensino superior. Estudos mostram que renda per capita acima R$2.000 dobra chance de graduação. Universidades federais viram +20% cotistas baixa renda pós-2012. FGV, como instituição de ensino, reflete isso em bolsas. Para vagas, veja oportunidades em universidades brasileiras ou higher ed jobs.
Desigualdades persistem: 70% ricos em federais vs. 10% pobres.
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Opiniões de Especialistas e Reações nas Redes
Marcelo Neri: "Maior mobilidade desde Geração 90". Economistas alertam sustentabilidade sem crescimento PIB >3%. No X, trending com debates classe média "achatada" vs. otimistas.
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Desafios Futuros: Sustentando a Mobilidade Social
- Inflação seletiva em cesta básica.
- Desemprego jovem (25%).
- Reformas educacionais para qualidade.
- Investimentos em qualificação via unis.
Para profissionais, dicas de CV acadêmico.
Conclusão: Um Brasil Mais Equilibrado e Educado
O estudo FGV marca virada, mas exige políticas para educação superior inclusiva. Explore rate my professor, higher ed jobs, university jobs, higher ed career advice e post a job no AcademicJobs.com. O futuro depende de qualificação.Leia o estudo completo FGV.
Frequently Asked Questions
💰O que é renda domiciliar per capita?
📊Quais as faixas de renda das classes no estudo FGV 2024?
📈Quantas pessoas ascenderam de classe em 2022-2024?
⚖️Por que a renda per capita é melhor que renda total?
🏛️Qual o papel da FGV nesse estudo?
🎓Como a ascensão ABC afeta o ensino superior?
🗺️Qual região mais avançou?
🔥Fatores principais da ascensão?
- Renda trabalho +12%
- Benefícios sociais
- Emprego formal