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O Estudo CAPES que Revoluciona a Promoção de Atividade Física no SUS
Um estudo recente premiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), agência vinculada ao Ministério da Educação responsável por avaliar e fomentar a pós-graduação stricto sensu no Brasil, está qualificando a oferta de atividade física no Sistema Único de Saúde (SUS). Utilizando a Ciência da Implementação — uma abordagem científica que estuda estratégias para integrar evidências em práticas reais —, a pesquisa analisa barreiras e facilitadores para promover estilos de vida ativos na Atenção Primária à Saúde (APS), porta de entrada do SUS.
A pesquisa surge em momento crítico, com dados indicando que cerca de 47% dos adultos brasileiros não atingem os níveis recomendados de atividade física pela Organização Mundial da Saúde (OMS), contribuindo para o aumento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, hipertensão e obesidade. No SUS, que atende mais de 80% da população, fortalecer a APS com práticas corporais e atividades físicas é essencial para prevenção e cuidado integral.
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Contexto do Sedentarismo no Brasil e o Papel Estratégico do SUS
O sedentarismo afeta desproporcionalmente populações vulneráveis atendidas pelo SUS. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, atualizada com tendências recentes, 40,3% dos adultos são sedentários, com taxas mais altas entre mulheres (47,5%) e idosos (59,7%). Em 2025, projeções indicam que o excesso de peso em adolescentes subiu para 1 em cada 3 jovens, agravando riscos cardiometabólicos.
O SUS responde com políticas como a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS, 2006), que integra atividade física como direito social. Programas como o Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), criado em 2008, incorporam profissionais de Educação Física para apoio matricial às equipes de Saúde da Família (eSF), promovendo intervenções comunitárias. Já o Programa Academia da Saúde (PAS), lançado em 2011 e redefinido em 2013, oferece polos com equipamentos para ginástica e esportes em mais de 3.383 unidades, registrando 5,8 milhões de participações em 2021.
Em 2022, o Incentivo à Atividade Física na APS (Portaria GM/MS nº 3.419) liberou recursos para contratação de educadores físicos e qualificação de espaços, mas a implementação varia por município devido a barreiras logísticas e de gestão.
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Metodologia Inovadora: Ciência da Implementação Aplicada ao SUS
A Ciência da Implementação, framework usado no estudo CAPES, segue modelos como o RE-AIM (Reach, Effectiveness, Adoption, Implementation, Maintenance) para avaliar a tradução de evidências em políticas públicas. A tese mapeou experiências em APS de municípios brasileiros, entrevistando gestores, profissionais de saúde e usuários para identificar estratégias efetivas.
Passo a passo: (1) Diagnóstico de barreiras, como falta de formação contínua e integração intersetorial; (2) Análise de facilitadores, incluindo parcerias com universidades; (3) Propostas de protocolos padronizados para oferta de atividades como caminhadas guiadas, ginástica laboral e treinamento funcional adaptado a idosos e hipertensos.
- Alcance: Cobertura em equipes multiprofissionais.
- Efetividade: Redução de 20-30% em marcadores de risco após 6 meses, conforme estudos correlatos.
- Adoção: Treinamentos via UNA-SUS.
Essa abordagem rigorosa diferencia o trabalho, posicionando-o como referência para pós-graduações em Saúde Coletiva e Educação Física.
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Principais Descobertas: Barreiras e Oportunidades na APS
O estudo revela que apenas 25% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem atividades físicas regulares, apesar de 70% terem profissionais capacitados. Barreiras incluem orçamentos limitados (PAS custou R$40 mi em 2023) e alta rotatividade de equipes. Facilitadores: Integração com NASF, que conta com 2.500 educadores físicos em 3.300 municípios.
Programa Academia da Saúde impacta positivamente, com usuários relatando aumento de 150 minutos semanais de atividade moderada. No entanto, adesão cai sem monitoramento contínuo.
Em regiões Norte e Nordeste, cobertura é baixa (311 e 1.471 polos PAS), mas exemplos como Recife mostram sucesso com eventos comunitários.
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Universidades Brasileiras e o Contributo Acadêmico via CAPES
CAPES, avaliadora de 49 áreas de pós-graduação, financia bolsas para teses como essa, fortalecendo programas em universidades como USP (Grupo de Epidemiologia em AF), UFMG e Unesp, vencedoras recentes de prêmios CAPES.
Para quem busca carreira nessa área, oportunidades abundam em vagas para docentes em saúde ou empregos universitários. Consulte oportunidades no Brasil para pós-graduandos.
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Casos Reais: Sucessos e Lições de Municípios Pioneiros
Em Belo Horizonte (MG), o PAS integrou NASF com eSF, reduzindo sedentarismo em 15% em comunidades vulneráveis. Estudo correlato mostrou melhora na qualidade de vida (SF-36 score +12 pontos). No Rio de Janeiro, protocolos de caminhada grupal elevaram adesão em 40%.
- Recife: Eventos "Academia na Rua" atraem 500 participantes/semana.
- São Paulo: Treinamento via USP para 1.000 profissionais.
- Desafios no interior: Falta de espaços, mitigada por parcerias com prefeituras.
Esses casos validam as recomendações do estudo CAPES.
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Desafios Persistentes e Soluções Propostas pelo Estudo
Principais obstáculos: Capacitação insuficiente (só 30% dos profissionais treinados em AF) e métricas frágeis de avaliação. O estudo propõe: (1) Dashboards no e-SUS para monitoramento; (2) Cursos UNA-SUS gratuitos; (3) Financiamento escalonado por metas RE-AIM.
Guia MS Promoção AF APS complementa, com infográficos para aconselhamento breve.
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Impactos na Formação Profissional e Carreira em Saúde Pública
Universidades com programas CAPES nota 5-7 formam especialistas em AF e saúde coletiva. Profissionais de Educação Física no SUS crescem 20% desde 2022, demandando perfis com mestrado/doutorado. Explore conselhos de carreira em educação superior ou avalie cursos.
Stakeholders: Ministério da Saúde elogia integração; entidades como SBAFS celebram avanços acadêmicos.
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Perspectivas Futuras: Tendências e Expansão Pós-Estudo
Com recomposição orçamentária (R$977 mi para federais em 2026), espera-se +1.000 polos PAS. Integração com telemedicina para AF remota pós-pandemia. Previsão: Redução de 10% em sedentarismo até 2030 se implementado.
Universidades lideram, com chamadas CNPq/CAPES para pesquisas aplicadas.
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Conclusão e Chamada à Ação
O estudo CAPES pavimenta caminho para SUS mais ativo, salvando vidas via prevenção. Gestores, adote protocolos; profissionais, capacite-se; acadêmicos, replique pesquisas. Visite vagas em higher ed, empregos universitários, avaliações de professores, conselhos carreira e anuncie vagas no AcademicJobs.com para impulsionar sua trajetória nessa área vital.